Crítica: «Ama-San» por Arte-Factos

Crítica: «Ama-San» por Arte-Factos

"Ama-San" é um retrato cru de uma tradição que perdura como símbolo feminista e que emancipa a mulher oriental. A Ama é uma mulher de valor inestimável para o país, reconhecida pelo seu mérito há milénios e que impõe uma ruptura com padrões definidos para a mulher. Daqui, além de uma cultura completamente diferente, extraímos valores que são transversais e um conhecimento sobre uma arte imensa, o que torna este trabalho de Cláudia Varejão uma viagem riquíssima e imperdível. Ver o post inteiro

«No Intenso Agora» por Aníbal Santiago (C7nema)

«No Intenso Agora» por Aníbal Santiago (C7nema)

Os eventos que envolveram o Maio de 68 e o período imediatamente posterior surgem como uma parte relevante de No Intenso Agora. Ao longo do documentário acompanhamos o entusiasmo dos manifestantes, a violência que envolveu o conflito entre os mesmos e as autoridades, a falta de um plano "pós-revolução", a forma sagaz como Charles de Gaulle conseguiu estancar as revoltas e utilizar os meios de comunicação social a seu favor, entre outros episódios. (...) No Intenso Agora capta com acerto a atmosfera fervilhante da época, expõe informação dotada de relevância e explana alguns fragmentos de um período recheado de peripécias, utopias e alguma inocência, com Salles a envolver-se nas entranhas de um tempo em que tudo parecia possível. Ver o post inteiro

«Ma Vie de Courgette» (A Minha Vida de Courgette) por Hugo Gomes (C7nema)

«Ma Vie de Courgette» (A Minha Vida de Courgette) por Hugo Gomes (C7nema)

A primeira longa-metragem do suíço Claude Barras é uma aventura espirituosa que se assume como uma afronta ao legado mercantil da Disney, pois com uma duração com mais ou menos uma hora (não mais que isso) consegue construir uma trama igualmente emocional sem o recurso a conflitos demarcados e moralidades maniqueístas. Trata-se de um filme sobre crianças, ao contrário da tendência de filmes para crianças, uma obra honesta nas ambições dos seus "heróis" e verdadeiramente presente nestas. Ver o post inteiro

«Pop Aye» por Aníbal Santiago (C7nema)

«Pop Aye» por Aníbal Santiago (C7nema)

"Pop Aye" é um filme de enorme coração, que conjuga com acerto o humor e o drama, enquanto vagueia pelas convenções dos road movies e conta com uma peculiar dupla de personagens principais. Entre essas convenções encontra-se a viagem como um meio do protagonista reencontrar-se e lidar com os seus problemas ao mesmo tempo que conhece uma série de figuras que o marcam e depara-se com uma miríade de situações. Ver o post inteiro

«The Florida Project» por Arte-Factos

«The Florida Project» por Arte-Factos

"The Florida Projecté um banho de realismo que nos deixa atarantados e pede a cada instante que nos coloquemos no lugar do outro, daquele que se revela no grande ecrã. Caímos na tentação de simplificar os problemas, mas a verdade é que estamos perante situações intrincadas que fogem à compreensão do conforto das nossas vidas. Ver o post inteiro

«Alemanha, Ano Zero» – O país derrotado e destruído

«Alemanha, Ano Zero» – O país derrotado e destruído

Ao jeito bem evidente da escola neo-realista, somos testemunhas de um cenário de devastação total, no qual os alemães não são descritos como agressores, mas sim como vítimas. Deste modo, além da ideia contida no próprio título, “Alemanha, Ano Zero”, temos um ano zero também para a própria Europa. Não é só uma Alemanha que renasce das cinzas, é uma Europa e uma nova concepção de identidade, que não se restringindo ao país de origem do realizador, deve ser entendida como um sofrimento e uma superação que é comum a todos os países afetados pela guerra. No final de um conflito com estas proporções, vencedores e vencidos são todos vítimas. Ver o post inteiro

«Libertação» – A Itália

«Libertação» – A Itália

O que vemos em “Roma, Cidade Aberta” (1945), “Paisà/Libertação” (1946) e “Alemanha, Ano Zero” (1948) é, nada mais, nada menos, do que a possibilidade do milagre do cinema que, para Rossellini, só podia ser intransponível senão vejamos: em “Paisà” as tropas aliadas ainda estavam a ajudar a reconstruir o país quando Rosselini inicia a segunda aventura de filmar num pós-guerra imediato, num país em ruínas quando, no ano anterior, ainda os efeitos da guerra, da morte e da destruição ainda estavam presentes em todo o lado quando ele faz de Roma uma “cidade aberta”. Segue mais tarde para a Alemanha para acompanhar um renascer das cinzas que dura até hoje. Não era ainda altura do rescaldo, era o início de um impactante período de conivência com o recente passado de um país com e sem culpa de uma destruição massiva. Ver o post inteiro

«Roma, Cidade Aberta» – A Cidade 

«Roma, Cidade Aberta» – A Cidade 

“Roma, Cidade Aberta” é, por muitos, considerado o filme que abre as portas a uma nova forma revolucionária de fazer cinema. Enquanto filme percursor do neo-realismo italiano, esta obra de Rossellini mostra, antes de tudo, uma cidade devastada, não só na sua parte física, mas também espiritual. Ver o post inteiro

Especial Rossellini - A Trilogia da Guerra por Cinema 7ª Arte

Especial Rossellini - A Trilogia da Guerra por Cinema 7ª Arte

Roberto Rossellini foi o fundador do neo-realismo, com “Roma, Cidade Aberta”, e um precursor do cinema moderno, com “Viagem a Itália”. Em 1942, com “Obsessão”, o jovem aristocrata Luchino Visconti terá dado os primeiros passos para o estilo neo-realista (o novo realismo), mas foi Rossellini que desencadeou a corrente neo-realista, a última grande revolução do cinema mundial. Por ocasião da Retrospectiva Roberto Rossellini na Filmin, que disponibilizou no seu catálogo dez obras do mestre do Neo-Realismo Italiano, o Cinema 7ª Arte dedica-lhe um especial, em particular à Trilogia da Guerra. Ver o post inteiro

Una Mujer Fantástica (2017) de Sebastián Lelio

Una Mujer Fantástica (2017) de Sebastián Lelio

Sebastián Lelio assumiu em diferentes entrevistas que quis contar a história de uma mulher tránsgenera, e todas as complexidades que essa condição acarreta numa sociedade conservadora, através de um “gender-fluid film”, um filme sem género definido, que move-se entre diferentes estilos, para equivaler a protagonista e a estrutura do filme. O filme, que começa por ser próximo de um romance, atravessa as estruturas gerais de diferentes estilos, como o filme de suspense ou o thriller hitckcockiano, a comédia absurda com toques fantasiosos à Almodóvar ou o drama convencional, como um verdadeiro filme polimórfico.  Ver o post inteiro

Pedro Pinho: "Não gosto da ideia da política dos autores. O cinema é um trabalho coletivo."

Pedro Pinho: "Não gosto da ideia da política dos autores. O cinema é um trabalho coletivo."

A receção da crítica em Cannes foi absolutamente surpreendente. Logo a partir do momento em que o filme estreou começou a sair uma chuva de críticas muito positivas, sobretudo da América Latina e de Espanha, mas também França, Itália e vários outros sítios. Começámos a ver as leituras sobre o filme, leituras que nem tínhamos feito anteriormente. E depois houve o ranking dos críticos onde o filme foi considerado o melhor do Festival. Filme de cinema, isto é*. Foi incrível, superou de longe as nossas expetativas. Ver o post inteiro

«The Square» (O Quadrado)

«The Square» (O Quadrado)

O Quadrado é um exemplar de um filme subjugado ao debate dele próprio, pronto para o diálogo com o espectador, entre espectadores e sobretudo depois do seu visionamento. São as questões sugeridas pela obra que nos tornam aptos para as suas interpretações; porém, Östlund tenta acima de tudo obter essa função, fugindo da pedagogia infantil e da essência solipsista que invade a comunidade arthouse, mas foge, também, da objetividade. Ver o post inteiro

MANUEL MOZOS – A VERDADEIRA GLÓRIA DE FAZER CINEMA EM PORTUGAL

MANUEL MOZOS – A VERDADEIRA GLÓRIA DE FAZER CINEMA EM PORTUGAL

Uma comédia descrita como ‘delicada’, “Ramiro” é um filme sobre uma Lisboa recôndita e antiga, à qual Mozos filma com a mesma abordagem de obras anteriores: a câmara é o baú onde se guardaram as memórias fotográficas. Pode ser assim, o cinema: um documento histórico. Ele expressa um contexto histórico, social, político, etc., através da imagem, em segundos, minutos e horas, e consequentemente apontar para o problema da temporalidade. Ver o post inteiro

«Ossos»: A Condição Fraturante de Pedro Costa

«Ossos»: A Condição Fraturante de Pedro Costa

Pedro Costa emana um drama sob fortes toques documentais, aliás, é evidente encontrarmos um manifesto etnográfico em todo o seu sentido e uma exploração digna do estilo neo-realista italiano. Sendo que o lado ficcional, preservado por um realismo quase formalista mas em pleno espírito de rebeldia para com a câmara, é afetado por uma constante demonstração de atos metafóricos e alusivos. Ver o post inteiro

Pablo Larraín: “Há uma certa raiva no trabalho de Neruda”

Pablo Larraín: “Há uma certa raiva no trabalho de Neruda”

 É um filme em que Larraín parece querer fundir a poesia de Neruda com ambientes que parecem remeter-nos para um certo cinema clássico americano – estaria aqui essa passagem para outros voos? – embora o realizador chileno tenha intrometido aqui as imagens fotográficas de Sergio Larraín, um fotógrafo da Magnum que disse “uma boa imagem é criada num estado de graça”. Tal e qual como um bom filme. Ver o post inteiro

«Casa de Lava»: Quando Pedro Costa Quase Se Reduziu a Cinzas

«Casa de Lava»: Quando Pedro Costa Quase Se Reduziu a Cinzas

Enquanto em O Sangue, a vitalidade da intriga encontrava-se num rio, em Casa de Lava, esta está indiciada num vulcão, elemento invisível, mas igualmente presente. Como as suas consequências, o cenário é uma região árida por terras magmáticas que impedem o surgimento de nova vida, embora desta não estejaisente. Ver o post inteiro

«Cavalo Dinheiro» por C7nema

«Cavalo Dinheiro» por C7nema

Em Cavalo Dinheiro prosseguimos com a jornada de Ventura (já conhecido de anteriores filmes do cineasta). Está doente e internado num hospício, sem os seus "filhos" (como chamava à comunidade das Fontainhas em Juventude em Marcha) e languescido, julgando que está a viver o 25 de Abril, tendo, ao longo de uma "noite Baudelairiana" (Costa em Locarno, donde saiu com o prémio de realização), pequenos reencontros imaginários com personagens que o marcaram nessa altura. Ver o post inteiro