«Paterson» por Hugo Gomes

«Paterson» por Hugo Gomes

Não, não caímos no rótulo de looser, tão bem presente no chamado cinema independente norte-americano muitas vezes celebrizado em Sundance. Ao invés, este Adam Driver é a ventura contida nas palavras de Ozu, "a felicidade cria-se e não se espera", é o conformismo que se adequa a esta semana tão reconhecível e tão facilmente corruptível (uma ida ao cinema converte-se no mais deliciosos dos escapes). Ver o post inteiro

Ruben Brandt, Colecionador: uma viagem às belas-artes, ao crime e à psicologia

Ruben Brandt, Colecionador: uma viagem às belas-artes, ao crime e à psicologia

Realizado pelo pintor Milorad Krstic, com a ajuda do Instituto do Cinema Húngaro, o filme é um poço de referências às belas-artes e à cultura pop, sendo praticamente impossível captar todos os seus elementos apenas num visionamento.Estivemos à conversa com Milorad Kristic, que nos explicou o processo criativo que o levou à execução deste filme, no qual a banda-sonora e a geografia dos locais têm ainda uma palavra a dizer.  Ver o post inteiro

«As Boas Maneiras» por Hugo Gomes

«As Boas Maneiras» por Hugo Gomes

Marco Dutra e Juliana Rojas, a dupla que por si representa uma pequena fatia daquilo que poderemos apelidar de nova vaga do cinema de género brasileiro, compõem aqui, em sua espécie, uma sátira ao modelo Disney acomodada pelos valores do legado da Universal Pictures (os tumultos da população remete-nos ao imaginário transposto por essa Hollywood povoada por monstros clássicos). Ver o post inteiro

Revenge (Vendeta) por Jorge Pereira

Revenge (Vendeta) por Jorge Pereira

"Queria abraçar a imagem fascinante e polarizadora de uma espécie de Lolita. Jen pode ser vazia e estúpida e objeto de desejo se ela assim quiser. Não deve ser (de todo) desculpa para o que vai acontecer a seguir.", explica Fargeat, que carrega o seu filme com elementos que demonstram esse caráter profundamente sedutor, contribuindo igualmente para o tom nervoso que desde os primeiros instantes nos dão a perceção que algo de muito mau vai acontecer. Ver o post inteiro

Hirokazu Koreeda: «Como cineasta levo comigo uma variedade de DNA»

Hirokazu Koreeda: «Como cineasta levo comigo uma variedade de DNA»

Shoplifters é um filme que culmina os mais diversos e reconhecíveis elementos da carreira de um dos mais citados dos realizadores nipónicos modernos. É o regresso ao conto das “famílias fabricadas”, aos afetos quase inexistentes de uma sociedade aprisionada à solidão e ao individualismo e as pertinentes questões do sistema prisional e judicial.O C7nema teve o prazer de falar com o realizador sobre o seu laureado trabalho e dos seus processos de criatividade. Ver o post inteiro

«NO INTENSO AGORA» – VIVER FELIZ INTENSAMENTE

«NO INTENSO AGORA» – VIVER FELIZ INTENSAMENTE

João Moreira Salles não filmou nenhuma imagem para este filme. Trabalhou através de imagens de arquivo de filmes como “Morrer aos 30 Anos” (1982) de Romain Goupil e “Os Dias de Maio” (1968) de William Klein. Mas de certa forma ele criou imagens novas, ao pegar nas imagens filmadas por outros e dando-lhes a sua introspecção. O realizador fez um estudo sobre o significado das próprias imagens, tal como aconteceu em “Santiago”. Ver o post inteiro

DOUBLE BILL FILMIN #5

DOUBLE BILL FILMIN #5

Double Bill Filmin é uma rubrica quinzenal inspirada no fenómeno da indústria cinematográfica em que as salas de cinema exibiam dois filmes pelo preço de um. Double Bill dá a conhecer dois filmes a ver na plataforma de streaming Filmin. Dois Filmes, uma Filmin. Ver o post inteiro

Asghar Farhadi: "a maioria dos espectadores quer entretenimento e não aprender»

Asghar Farhadi: "a maioria dos espectadores quer entretenimento e não aprender»

O cruzamento de drama e thriller, ao jeito do realizador, teve as honras de abrir a última edição do Festival de Cannes, apesar da crítica ter sido no geral fria. A receção imprevista não impede o otimismo de Farhadi, que após uma passagem no FEST, na cidade de Espinho, conversou com o C7nema sobre alguns dos temas quentes do seu cinema: politica, censura, manifestos e Netflix, ingredientes para mais uma trama farhadiana. Ver o post inteiro

«La Vie D`Adèle» (A Vida de Adèle: Capítulos 1 e 2) por Hugo Gomes

«La Vie D`Adèle» (A Vida de Adèle: Capítulos 1 e 2) por Hugo Gomes

Obtendo o mérito de conquistar a Palma de Ouro do ultimo Festival de Cannes, num ano em que o júri era presidido por Steven Spielberg, A Vida de Adèle é baseada numa banda desenhada de Julie Maroh, Le Bleu est une Couleur Chaude, a história de amor entre uma jovem subjugada aos seus dilemas emocionais, Adèle (Adèle Exarchopoulos), com uma estudante de Belas-Artes, a lésbica assumida de cabelo azul, Emma (Léa Seydoux).  Ver o post inteiro

DOUBLE BILL FILMIN #4

DOUBLE BILL FILMIN #4

Double Bill Filmin é uma rubrica quinzenal inspirada no fenómeno da indústria cinematográfica em que as salas de cinema exibiam dois filmes pelo preço de um. Double Bill dá a conhecer dois filmes a ver na plataforma de streaming Filmin. Dois Filmes, uma Filmin. Ver o post inteiro

Paterson

Paterson

Encontramos em Paterson uma mistura de géneros que cruza o drama romântico, a comédia dramática e o filme-ensaio, como se Jarmusch tivesse pretendido despir a narrativa de um glamour que não seria difícil de encontrar (basta pensar no seu trabalho anterior, Only Lovers Left Alive) para frisar o seu carácter prosaico e depois lhe devolver a beleza – e a poesia. Ver o post inteiro

«Shoplifters» (Uma Família de Pequenos Ladrões) por Hugo Gomes

«Shoplifters» (Uma Família de Pequenos Ladrões) por Hugo Gomes

Eis um filme à Koreeda, segundo quem deseja reduzir filmes aos gestos replicados dos seus criadores. Shoplifters é em certa parte um exemplo exato dessa fórmula, é um filme que prolonga os ensaios cometidos pelo nipónico em descortinar um Japão contra o senso comum vinculado nas importações e ao mesmo tempo uma revolta ao conformismo estabelecido por essa sociedade. Ver o post inteiro

«At Eternity’s Gate» (À Porta da Eternidade) por Ilana Oliveira

«At Eternity’s Gate» (À Porta da Eternidade) por Ilana Oliveira

At Eternity’s Gate conta-nos sobre os anos finais da vida de Vincent Van Gogh, o célebre pintor holandês conhecido não só pelas suas numerosas obras mas também por ter cortado a própria orelha, durante a sua estadia nas cidades de Arles e Auvers-sur-Oise, no sul francês. Julian Schnabel, realizador do filme que concorreu para o Leão de Ouro no Festival de Cinema de Veneza, fica a cargo então de representar nas lentes de suas camaras a genialidade de um pintor do mais alto escalão, e, como todo o bom filme, justificar sua existência. Ver o post inteiro