Reviews

Todos os artigos desta secção

«La Vie D`Adèle» (A Vida de Adèle: Capítulos 1 e 2) por Hugo Gomes

«La Vie D`Adèle» (A Vida de Adèle: Capítulos 1 e 2) por Hugo Gomes

Obtendo o mérito de conquistar a Palma de Ouro do ultimo Festival de Cannes, num ano em que o júri era presidido por Steven Spielberg, A Vida de Adèle é baseada numa banda desenhada de Julie Maroh, Le Bleu est une Couleur Chaude, a história de amor entre uma jovem subjugada aos seus dilemas emocionais, Adèle (Adèle Exarchopoulos), com uma estudante de Belas-Artes, a lésbica assumida de cabelo azul, Emma (Léa Seydoux).  Ver o post inteiro

Paterson

Paterson

Encontramos em Paterson uma mistura de géneros que cruza o drama romântico, a comédia dramática e o filme-ensaio, como se Jarmusch tivesse pretendido despir a narrativa de um glamour que não seria difícil de encontrar (basta pensar no seu trabalho anterior, Only Lovers Left Alive) para frisar o seu carácter prosaico e depois lhe devolver a beleza – e a poesia. Ver o post inteiro

«Shoplifters» (Uma Família de Pequenos Ladrões) por Hugo Gomes

«Shoplifters» (Uma Família de Pequenos Ladrões) por Hugo Gomes

Eis um filme à Koreeda, segundo quem deseja reduzir filmes aos gestos replicados dos seus criadores. Shoplifters é em certa parte um exemplo exato dessa fórmula, é um filme que prolonga os ensaios cometidos pelo nipónico em descortinar um Japão contra o senso comum vinculado nas importações e ao mesmo tempo uma revolta ao conformismo estabelecido por essa sociedade. Ver o post inteiro

«At Eternity’s Gate» (À Porta da Eternidade) por Ilana Oliveira

«At Eternity’s Gate» (À Porta da Eternidade) por Ilana Oliveira

At Eternity’s Gate conta-nos sobre os anos finais da vida de Vincent Van Gogh, o célebre pintor holandês conhecido não só pelas suas numerosas obras mas também por ter cortado a própria orelha, durante a sua estadia nas cidades de Arles e Auvers-sur-Oise, no sul francês. Julian Schnabel, realizador do filme que concorreu para o Leão de Ouro no Festival de Cinema de Veneza, fica a cargo então de representar nas lentes de suas camaras a genialidade de um pintor do mais alto escalão, e, como todo o bom filme, justificar sua existência. Ver o post inteiro

«Girl» por Hugo Gomes

«Girl» por Hugo Gomes

Como um recente programa de culinária, o termo “receita com twist” pode muito bem ser aplicado nesta estreia no universo das longas por parte do jovem Lukas Dhont, que cita a sua anterior curta Corps Perdu (2012) como um corrimão de apoio para um inesperado bailado.  Ver o post inteiro

«Anna and The Apocalipse» por Jorge Pereira

«Anna and The Apocalipse» por Jorge Pereira

"(...) apesar deste aparente sentido mais comercial e destinado a jovens, o filme não tem medo de assumir como um splatter, ganhando inúmeros pontos e gargalhadas na sua primeira metade, antes de se transformar num conjunto um pouco repetitivo nas mortes, piadas e músicas." Ver o post inteiro

«Dogman» por Jorge Pereira

«Dogman» por Jorge Pereira

"Baseado numa história real, algo que se sente principalmente no macabro último terço, Dogman oferece um retrato humano e pesaroso de um homem que não se consegue impor na sociedade a não ser pela sua ligação ao tráfico. " Ver o post inteiro

«EM GUERRA» – UM CONFLITO INTERNO

«EM GUERRA» – UM CONFLITO INTERNO

"O mérito de “Em Guerra” está, em última análise, na sua mensagem pertinente nos dias que correm, onde o capitalismo dita as regras de um jogo amoral cuja única forma de vencer é abandoná-lo, como em “A Lei do Mercado” ou, então, morrer a tentar. Contudo, todo o esforço do realizador para trazer o peso do real para o filme sucumbe perante o artifício (...)" Ver o post inteiro

Tangerine por Paulo Portugal

Tangerine por Paulo Portugal

Tem aroma cítrico a comédia romântica do ano, literalmente, travestida por uma inesperada e tocante emoção. Ao seguir a deriva de uma menina transgender em missão de vingança por seu pimp a ter enganado com outra, Tangerine assume-se assim como um fruto proibido ainda que muito sumarento nesta sua assumida simplicidade. É claro que o facto de ter sido o primeiro filme feito com um iPhone (na verdade 3 iPhone 5s) conferiu-lhe o estatuto com que chegou a Sundance, iniciando aí uma longa e multipremiada digressão por alguns dos mais prestigiados festivais. Ver o post inteiro

En Guerre (Em Guerra) por Hugo Gomes

En Guerre (Em Guerra) por Hugo Gomes

Em toda a sua narrativa, a batalha “campal” de Lindon é despojada de qualquer dramaturgia sobrejacente, tudo aqui é imposto e exposto como a graça de mimetizar o real em confundir atores com os não-atores, e através desse sistema ancorar numa certa pedagogia de à lá Laurent Cantet Ver o post inteiro

«AKIRA» – A DIVINDADE ATÓMICA

«AKIRA» – A DIVINDADE ATÓMICA

“Akira” não gira apenas em torno de indivíduos que descobrem ser detentores de poderes sobre-humanos numa narrativa de ficção científica futurista marcada pela violência, centra-se na ordem existencial, no capitalismo, na corrupção do poder político, na religião, na tecnologia e na amizade, com um olhar crítico sobre a alienação da juventude e a ineficiência governamental, indiferente para com o perigo que o poder de Tetsuo representa. Ver o post inteiro

«COLD WAR» – A FOME CRÓNICA DAS IMAGENS GÉLIDAS

«COLD WAR» – A FOME CRÓNICA DAS IMAGENS GÉLIDAS

Em “Cold War” não existe um todo que possa agarrar o filme fazendo com que os fragmentos se transfiram uns para os outros, tornando-os solidários; os hiatos temporais narrativos não são ganho, mas antes uma diminuição na sua dinâmica rítmica; são perdas irreparáveis no élan que o impulsiona para o seu fim, e, por essa razão, são perdas de intensidade dentro de nós. Ver o post inteiro

HEAVY TRIP – UMA COMÉDIA DA PESADA

HEAVY TRIP – UMA COMÉDIA DA PESADA

O resultado desta correalização é uma comédia que não se recomenda aos ouvidos mais sensíveis, pois talvez estejamos perante um filme de culto, cuja recepção será muito influenciada pelo género musical retratado. O heavy metal exige um ouvido raro e robusto... Ver o post inteiro

Nyo Vweta Nafta (2017) de Ico Costa

Nyo Vweta Nafta (2017) de Ico Costa

Um certo princípio de ficção, que prende inicialmente, com a tal procura da personagem num mercado cheio de vida, fica retido algures e o espectador deixa-se ir para outros lugares, num tom que esbarra o documental (sem querer fechar o género em nenhum género), evocação de um cinema “a provocar” a verdade, uma verdade que se vai extraindo das coisas pequenas, quotidianas, tão simples e autênticas. Ver o post inteiro

Clash por Hugo Gomes

Clash por Hugo Gomes

Eis uma espécie de Doutor Estranho Amor, de Stanley Kubrick, com o confronto ético de 12 Homens de Fúria, de Sidney Lumet, e com claras alusões ao thriller de rígidas limitações ao instinto de sobrevivência das suas personagens, aqui carenciadas por conflitos realmente relevantes.  Ver o post inteiro