Reviews

Todos los artículos de esta sección

Claude Lanzmann (1925-2018): cineasta do indizível

Claude Lanzmann (1925-2018): cineasta do indizível

O cineasta Claude Lanzmann faleceu no passado dia 5 de Julho, em Paris, já com mais de 90 anos. Apesar de ser mais lembrado pelo “melhor documentário da história do cinema”, Shoah (1985), Lanzmann manteve uma produção contínua até ao início deste ano. Carlos Alberto Carrilho escreve exactamente sobre esses últimos títulos da sua carreira, Le dernier des injustes (O Último dos Injustos, 2013) – estreado comercialmente em 2015, crítica de Carlos Natálio –, Napalm (2017) – exibido na última edição do DocLisboa – e Les quatre soeurs (2018) – exibido na última edição do IndieLisboa. Já Luiz Soares Júnior escreve sobre o monumental Shoah, “um pequeno filme de horror incrustado numa obra prima do fora de campo“. Ver el post entero

Canal «Curtas Vila do Conde»: As escolhas do Quinto Canal

Canal «Curtas Vila do Conde»: As escolhas do Quinto Canal

Por ocasião da 26ª edição do Curtas Vila do Conde, que decorre até ao próximo dia 22 de julho, a FILMIN tem um canal especial dedicado a este evento, que conta não só com os premiados dos últimos anos, como também com uma vasta seleção divida por géneros cinematográficos. As nossas sugestões deste mês vão para três curtas de animação. Ver el post entero

«Pérolas Indie: A Morte de Estaline»

«Pérolas Indie: A Morte de Estaline»

Quem diria que um filme que retrata a luta de bastidores pelo poder, pela sobrevivência e pelo controlo político que se seguiu à morte de Joseph Estaline no seio do corrupto e polémico governo comunista da União Soviética poderia ser uma brilhante comédia de humor negro e sátira política! Ver el post entero

«O Estrangeiro»

«O Estrangeiro»

Protagonizado por Jackie Chan e baseado no livro “The Chinaman”, de Stephen Leather, o enredo de "O Estrangeiro" centra-se na personagem de Chan, um simples emigrante vietnamita a viver em Londres que vida uma vida pacata com a sua filha. Mas tudo muda quando a sua filha é morta num atentado terrorista provocado por uma nova fação do IRA, o exército de Libertação da Irlanda do Norte que, após anos de inatividade e num clima de paz entre a Irlanda do Norte e o Reino Unido, muitos julgavam ser uma ameaça do passado. Ver el post entero

«Ma vie de Courgette» (2016) de Claude Barras

«Ma vie de Courgette» (2016) de Claude Barras

Clade Barras, que aqui filma a adaptação de Céline Sciamma do livro de Gilles Paris (Autobiographie d’une Courgette), explora neste filme os temas do homicídio (involuntário e voluntário), do suicídio, do alcoolismo, da violência doméstica, do roubo, da pedofilia, da crise dos refugiados na Europa (entre outros), recusando o didactismo da pacotilha adocicada.  Ver el post entero

Xavier Dolan: Ama-me ou Deixa-me

Xavier Dolan: Ama-me ou Deixa-me

Xavier Dolan apresenta-se como um cineasta prematuro, mas com uma metodologia meticulosa de fazer cinema. Como uma peça de teatro, Dolan explora a profundidade cénica e a relação câmera-personagem. A música conquista também o seu lugar nas obras, com variações intensas de géneros, sensações e sentimentos. A diferença e o preconceito incomodam Dolan, e isso mostra-se na sua obra, que navega pelos vícios da sociedade. Ver el post entero

Pérolas Indie: «Tão Só o Fim do Mundo»

Pérolas Indie: «Tão Só o Fim do Mundo»

É inegável que Xavier Dolan está em alta na 7ª Arte. Este jovem ator e realizador canadiano criou, nos últimos anos, uma série de filmes de inegável qualidade, sendo o mais recente exemplo deste lote acima da média o drama "Juste La Fin du Monde". Ver el post entero

Isabelle Huppert: Quando a atriz se torna autora

Isabelle Huppert: Quando a atriz se torna autora

A popularidade generalizada da teoria de autor entre a cinefilia contemporânea tem vindo a levar a um progressivo esquecimento de que, na sua essência, o cinema é das artes mais intrinsecamente colaborativas que existem. Ao privilegiar de tal modo a figura do realizador, essa teoria tende a apagar as outras vozes criativas que contribuem para a edificação do objeto cinematográfico. Vendo um filme como “Ela” de Paul Verhoeven, por exemplo, há uma tendência a descartar as contribuições dos outros cineastas que não o realizador, mas, neste caso, é inequívoca blasfémia descartar a força autoral da sua atriz principal, Isabelle Huppert. Ver el post entero

«Ramiro» – Já conhecem o Ramiro?

«Ramiro» – Já conhecem o Ramiro?

Olhar para a vida de Ramiro – esta história ficcional que o rodeia e a que a todos é capaz de dizer alguma coisa – é olhar para (um)a verdade: a não poetização dos versos da vida. Mozos apresenta-nos Ramiro sob a perspectiva de um olhar – também ele – sincero, humilde e honesto, marcado pela excepcional quebra da – supostamente inevitável – banalidade. Ver el post entero

«La paura» (1954) de Roberto Rossellini

«La paura» (1954) de Roberto Rossellini

Resgatado que está agora O Medo, estamos perante um filme que parece não ter medo da exposição mais sensível à questão da traição e da vingança, com flechas apontadas aos poderes afectivos e ao lastro central da intimidade. A manipulação joga-se numa encenação intensa, bem elaborada na troca entre os lesados, e muito bem projectada no desespero de quem sente a culpa, de quem se sente armadilhado e sem saída. Ver el post entero

«Como Nossos Pais» por Hugo Gomes (C7nema)

«Como Nossos Pais» por Hugo Gomes (C7nema)

Como Nossos Pais é um ensaio interiorizado na validade do matrimónio, ou para irmos mais além, na “longevidade” do relacionamento, o que está por detrás da paixão, do entusiasmo e das jornadas ao conhecimento do nosso par. Longe das canções românticas, infantilizadas por um platonismo mortal que coabitaram o universo deixado por Regina, a obra de Laís Bodanzky forma um cerco que rodeia estas personagens enclausuradas no cansaço, enquanto espelha as rotinas dando solução às mesmas por saídas que não cedem, e até mesmo desafiam, o seio dos moralismos implantados, sobretudo por uma educação cristã. Ver el post entero

«No Intenso Agora» por Aníbal Santiago (C7nema)

«No Intenso Agora» por Aníbal Santiago (C7nema)

Os eventos que envolveram o Maio de 68 e o período imediatamente posterior surgem como uma parte relevante de No Intenso Agora. Ao longo do documentário acompanhamos o entusiasmo dos manifestantes, a violência que envolveu o conflito entre os mesmos e as autoridades, a falta de um plano "pós-revolução", a forma sagaz como Charles de Gaulle conseguiu estancar as revoltas e utilizar os meios de comunicação social a seu favor, entre outros episódios. (...) No Intenso Agora capta com acerto a atmosfera fervilhante da época, expõe informação dotada de relevância e explana alguns fragmentos de um período recheado de peripécias, utopias e alguma inocência, com Salles a envolver-se nas entranhas de um tempo em que tudo parecia possível. Ver el post entero

«Ma Vie de Courgette» (A Minha Vida de Courgette) por Hugo Gomes (C7nema)

«Ma Vie de Courgette» (A Minha Vida de Courgette) por Hugo Gomes (C7nema)

A primeira longa-metragem do suíço Claude Barras é uma aventura espirituosa que se assume como uma afronta ao legado mercantil da Disney, pois com uma duração com mais ou menos uma hora (não mais que isso) consegue construir uma trama igualmente emocional sem o recurso a conflitos demarcados e moralidades maniqueístas. Trata-se de um filme sobre crianças, ao contrário da tendência de filmes para crianças, uma obra honesta nas ambições dos seus "heróis" e verdadeiramente presente nestas. Ver el post entero

«Pop Aye» por Aníbal Santiago (C7nema)

«Pop Aye» por Aníbal Santiago (C7nema)

"Pop Aye" é um filme de enorme coração, que conjuga com acerto o humor e o drama, enquanto vagueia pelas convenções dos road movies e conta com uma peculiar dupla de personagens principais. Entre essas convenções encontra-se a viagem como um meio do protagonista reencontrar-se e lidar com os seus problemas ao mesmo tempo que conhece uma série de figuras que o marcam e depara-se com uma miríade de situações. Ver el post entero

«The Florida Project» por Arte-Factos

«The Florida Project» por Arte-Factos

"The Florida Projecté um banho de realismo que nos deixa atarantados e pede a cada instante que nos coloquemos no lugar do outro, daquele que se revela no grande ecrã. Caímos na tentação de simplificar os problemas, mas a verdade é que estamos perante situações intrincadas que fogem à compreensão do conforto das nossas vidas. Ver el post entero

«Alemanha, Ano Zero» – O país derrotado e destruído

«Alemanha, Ano Zero» – O país derrotado e destruído

Ao jeito bem evidente da escola neo-realista, somos testemunhas de um cenário de devastação total, no qual os alemães não são descritos como agressores, mas sim como vítimas. Deste modo, além da ideia contida no próprio título, “Alemanha, Ano Zero”, temos um ano zero também para a própria Europa. Não é só uma Alemanha que renasce das cinzas, é uma Europa e uma nova concepção de identidade, que não se restringindo ao país de origem do realizador, deve ser entendida como um sofrimento e uma superação que é comum a todos os países afetados pela guerra. No final de um conflito com estas proporções, vencedores e vencidos são todos vítimas. Ver el post entero

«Libertação» – A Itália

«Libertação» – A Itália

O que vemos em “Roma, Cidade Aberta” (1945), “Paisà/Libertação” (1946) e “Alemanha, Ano Zero” (1948) é, nada mais, nada menos, do que a possibilidade do milagre do cinema que, para Rossellini, só podia ser intransponível senão vejamos: em “Paisà” as tropas aliadas ainda estavam a ajudar a reconstruir o país quando Rosselini inicia a segunda aventura de filmar num pós-guerra imediato, num país em ruínas quando, no ano anterior, ainda os efeitos da guerra, da morte e da destruição ainda estavam presentes em todo o lado quando ele faz de Roma uma “cidade aberta”. Segue mais tarde para a Alemanha para acompanhar um renascer das cinzas que dura até hoje. Não era ainda altura do rescaldo, era o início de um impactante período de conivência com o recente passado de um país com e sem culpa de uma destruição massiva. Ver el post entero

«Roma, Cidade Aberta» – A Cidade 

«Roma, Cidade Aberta» – A Cidade 

“Roma, Cidade Aberta” é, por muitos, considerado o filme que abre as portas a uma nova forma revolucionária de fazer cinema. Enquanto filme percursor do neo-realismo italiano, esta obra de Rossellini mostra, antes de tudo, uma cidade devastada, não só na sua parte física, mas também espiritual. Ver el post entero

Especial Rossellini - A Trilogia da Guerra por Cinema 7ª Arte

Especial Rossellini - A Trilogia da Guerra por Cinema 7ª Arte

Roberto Rossellini foi o fundador do neo-realismo, com “Roma, Cidade Aberta”, e um precursor do cinema moderno, com “Viagem a Itália”. Em 1942, com “Obsessão”, o jovem aristocrata Luchino Visconti terá dado os primeiros passos para o estilo neo-realista (o novo realismo), mas foi Rossellini que desencadeou a corrente neo-realista, a última grande revolução do cinema mundial. Por ocasião da Retrospectiva Roberto Rossellini na Filmin, que disponibilizou no seu catálogo dez obras do mestre do Neo-Realismo Italiano, o Cinema 7ª Arte dedica-lhe um especial, em particular à Trilogia da Guerra. Ver el post entero

Una Mujer Fantástica (2017) de Sebastián Lelio

Una Mujer Fantástica (2017) de Sebastián Lelio

Sebastián Lelio assumiu em diferentes entrevistas que quis contar a história de uma mulher tránsgenera, e todas as complexidades que essa condição acarreta numa sociedade conservadora, através de um “gender-fluid film”, um filme sem género definido, que move-se entre diferentes estilos, para equivaler a protagonista e a estrutura do filme. O filme, que começa por ser próximo de um romance, atravessa as estruturas gerais de diferentes estilos, como o filme de suspense ou o thriller hitckcockiano, a comédia absurda com toques fantasiosos à Almodóvar ou o drama convencional, como um verdadeiro filme polimórfico. Ver el post entero

«The Square» (O Quadrado)

«The Square» (O Quadrado)

O Quadrado é um exemplar de um filme subjugado ao debate dele próprio, pronto para o diálogo com o espectador, entre espectadores e sobretudo depois do seu visionamento. São as questões sugeridas pela obra que nos tornam aptos para as suas interpretações; porém, Östlund tenta acima de tudo obter essa função, fugindo da pedagogia infantil e da essência solipsista que invade a comunidade arthouse, mas foge, também, da objetividade. Ver el post entero