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Todos os artigos desta secção

«AKIRA» – A DIVINDADE ATÓMICA

«AKIRA» – A DIVINDADE ATÓMICA

“Akira” não gira apenas em torno de indivíduos que descobrem ser detentores de poderes sobre-humanos numa narrativa de ficção científica futurista marcada pela violência, centra-se na ordem existencial, no capitalismo, na corrupção do poder político, na religião, na tecnologia e na amizade, com um olhar crítico sobre a alienação da juventude e a ineficiência governamental, indiferente para com o perigo que o poder de Tetsuo representa. Ver o post inteiro

«COLD WAR» – A FOME CRÓNICA DAS IMAGENS GÉLIDAS

«COLD WAR» – A FOME CRÓNICA DAS IMAGENS GÉLIDAS

Em “Cold War” não existe um todo que possa agarrar o filme fazendo com que os fragmentos se transfiram uns para os outros, tornando-os solidários; os hiatos temporais narrativos não são ganho, mas antes uma diminuição na sua dinâmica rítmica; são perdas irreparáveis no élan que o impulsiona para o seu fim, e, por essa razão, são perdas de intensidade dentro de nós. Ver o post inteiro

HEAVY TRIP – UMA COMÉDIA DA PESADA

HEAVY TRIP – UMA COMÉDIA DA PESADA

O resultado desta correalização é uma comédia que não se recomenda aos ouvidos mais sensíveis, pois talvez estejamos perante um filme de culto, cuja recepção será muito influenciada pelo género musical retratado. O heavy metal exige um ouvido raro e robusto... Ver o post inteiro

Nyo Vweta Nafta (2017) de Ico Costa

Nyo Vweta Nafta (2017) de Ico Costa

Um certo princípio de ficção, que prende inicialmente, com a tal procura da personagem num mercado cheio de vida, fica retido algures e o espectador deixa-se ir para outros lugares, num tom que esbarra o documental (sem querer fechar o género em nenhum género), evocação de um cinema “a provocar” a verdade, uma verdade que se vai extraindo das coisas pequenas, quotidianas, tão simples e autênticas. Ver o post inteiro

Clash por Hugo Gomes

Clash por Hugo Gomes

Eis uma espécie de Doutor Estranho Amor, de Stanley Kubrick, com o confronto ético de 12 Homens de Fúria, de Sidney Lumet, e com claras alusões ao thriller de rígidas limitações ao instinto de sobrevivência das suas personagens, aqui carenciadas por conflitos realmente relevantes.  Ver o post inteiro

Lucky por Hugo Gomes

Lucky por Hugo Gomes

John Carroll Lynch concebeu a obra como uma celebração ao ator Harry Dean Stanton, porque em todo ele, uma personagem-tipo, concentrava todos os elementos e aspeto no qual o identificamos acima da ficção, e sobretudo fora da realidade desconhecida, a figura que a cinefilia nos impôs - o Harry Dean Stanton que o cinema criara. Ver o post inteiro

CENTENÁRIO INGMAR BERGMAN

CENTENÁRIO INGMAR BERGMAN

Educado num meio luterano, o que muito o marcou, e influenciado pela filosofia de Sören Kierkegaard, estreou-se no cinema em 1946 com “Crise”/”Kris” mas foi a partir de “Um Verão de Amor”/”Sommarlek” (1951) e de “Mónica e o Desejo”/”Sommaren med Monika” (1953) que começou a ser conhecido e reconhecido internacionalmente.  Ver o post inteiro

Blue My Mind por Hugo Gomes

Blue My Mind por Hugo Gomes

Brühlmann encontra, sim, uma maneira inteligente de dialogar com as crises de adolescentes, sensível com o universo feminino e com as suas complexidades, que em equação somatória com as “complicações adolescentes” nos levam à porta interdita da “juventude eterna”. Ver o post inteiro

A FABRICA DE NADA – ASCENSÃO DOS TRABALHADORES ATÉ UM NOVO PATAMAR

A FABRICA DE NADA – ASCENSÃO DOS TRABALHADORES ATÉ UM NOVO PATAMAR

"A Fábrica de Nada" foi o filme português que surpreendeu em Cannes, vencendo o prémio FIPRESCI – Federação Internacional de Críticos de Cinema na Quinzena dos Realizadores. Este filme mostra, de uma forma tão natural quanto ficcional, tão verdadeira quanto ilusória, como o mundo em que vivemos hoje caiu numa crise constante e inultrapassável... Ver o post inteiro

Suburra por Hugo Gomes

Suburra por Hugo Gomes

Tal como o filme a certa altura especifica, existe um apocalipse iminente que joga com os destinos das suas variadas personagens, que a certa altura fundem dando o seu contributo a um inteiro quadro. Quadro, esse, que seria um cliché pegado se a cidade-cenário fosse a tão infame Nápoles, ao invés disso é Roma a orquestrar uma Gomorra silenciosa, onde a política é corrompida pelos interesses maiores de "famílias". E voltando a referir a ideia de quadro, Suburra é pintado sob pequenas pinceladas, quase ocasionais e instintivas, e cuja perpendicularidade vai-se revelando à medida que a narrativa adquire o seu ponto climax. Ver o post inteiro

10 ANOS, 10 FILMES por Cinema 7ª Arte

10 ANOS, 10 FILMES por Cinema 7ª Arte

“10 Anos, 10 Filmes” é o primeiro de vários artigos especiais que visam comemorar o 10.º aniversário do Cinema 7.ª Arte (2008-2018). Se em 2017, no 9.º aniversário, recuamos nove anos para escrutinar o ano cinematográfico de 2008, o primeiro ano do site, em 2018 fazemos uma retrospectiva de uma década de cinema. Ver o post inteiro

Où en êtes-vous, João Pedro Rodrigues? (2017) de João Pedro Rodrigues

Où en êtes-vous, João Pedro Rodrigues? (2017) de João Pedro Rodrigues

Uma das sequências mais longas desta curta-metragem de vinte e um minutos mostra imagens da preparação de Morrer Como Um Homem (2009) filmadas com uma lente de visão nocturna. Os homens estão camuflados e momentos depois, já com luz do dia, vemos o próprio realizador a colocar no rosto as cores usadas pelos militares para que se confundam com a vegetação. Où en êtes-vous, João Pedro Rodrigues? (2017) é um auto-retrato camuflado.  Ver o post inteiro

Entrevista a Greta Scarano: Suburra pode ser encarado como um estudo à cidade e à Máfia

Entrevista a Greta Scarano: Suburra pode ser encarado como um estudo à cidade e à Máfia

Greta Scarano faz parte de um mosaico, uma teia de crime e de influências que no todo constituem Suburra, a obra de Stefano Solima que funciona como o novo sucessor do fenómeno Gomorra. Por ocasião da estreia nacional deste novo "folego" do filme de crime, o C7nema falou com a bela atriz sobre a sua inesperada personagem, os seus sonhos enquanto atriz e o seu desejo de trabalhar com Jacques Audiard. Ver o post inteiro

Um Olhar Sobre Sandro Aguilar por Hugo Gomes

Um Olhar Sobre Sandro Aguilar por Hugo Gomes

Contam-se mais de 14 curtas-metragens e, atualmente, duas longas, num currículo que interliga-se, experimenta-se e motiva as mais diferentes reações. Falamos de um realizador sobretudo tecnicista, sem com isso alegar a sua vertente académica. Aguilar desfaz todas essas rígidas regras, assim como a convencionalidade da própria narrativa. Por outras palavras, não cabe a si recriar “telenovelas” (mencionando os rasgos irados cometidos por João César Monteiro no seu particular episódio de 2000), o realizador compõe sensações (eis um cinema sobretudo sensorial). Ver o post inteiro

L'Atelier (O Workshop) por André Gonçalves

L'Atelier (O Workshop) por André Gonçalves

Numa das decisões mais inspiradas e pontuais da história do Festival de Cannes, o júri presidido por Sean Penn (também num dos grandes momentos da sua carreira) decidiu atribuir a Palma de Ouro a - e por conseguinte, colocou definitivamente no foco - Laurent Cantet, cineasta que via assim o seu cinema de coletivo a chegar a novas audiências, incluindo a este espectador com A Turma. Foi há 10 anos atrás e nota-se o impacto - nele, em nós, e nos que passaram a emular esse naturalismo desconcertante que nos coloca como "moscas", ou então secundários extra, mudos mas pensantes, dentro da ação.  Ver o post inteiro

Le Jeune Karl Marx (O Jovem Karl Marx) por Paulo Portugal

Le Jeune Karl Marx (O Jovem Karl Marx) por Paulo Portugal

Apesar desta ser a juventude de Marx – sim, ainda antes do famoso O Capital, que só viria a ser publicado vinte anos depois – é também o início da parceria com Engels e a definição da luta de classes. É esse período fértil influenciado pelo estudo de Engels sobre as condições dos trabalhadores ingleses, mas também onde se começam a perceber as diferenças entre os ambos; Ver o post inteiro

Jackie por André Gonçalves

Jackie por André Gonçalves

Natalie Portman é obviamente "a" performance do filme - a sua mimetização sem quaisquer erros evidentes da própria performance pública de Jackie acaba por acrescentar perversidade a uma película que, não escapando a inevitáveis acusações de artificialidade (ou até de ser um objeto embalsamado), me pareceu mais real (i.e. sincero) e fascinante no seu retrato de um retrato e na sua relativa liberdade criativa que as biografias "factuais" e "verdadeiras" que fomos vendo nos últimos anos... Ver o post inteiro