Estreias

Todos os artigos desta secção

VERÃO 1993 – POR UM CINEMA-TERNURA

VERÃO 1993 – POR UM CINEMA-TERNURA

“Verão 1993”, a primeira longa-metragem da realizadora catalã Carla Simón, premiada em Berlim com o galardão de Melhor Primeira Longa-Metragem, é um belíssimo poema sobre a infância e o turbilhão emocional vivido por uma criança depois de perder os pais. Ver o post inteiro

Estiu 1993 (Verão 1993) por Jorge Pereira

Estiu 1993 (Verão 1993) por Jorge Pereira

Neste drama, Simon triunfa pela forma simples e natural como aborda um tema complexo e impactante: a morte da mãe e os reflexos dessa tragédia numa pequena rapariga, Frida (soberba Laia Artigas), que enfrenta o primeiro verão com a sua nova família adoptiva, na Catalunha.  Ver o post inteiro

L'apparition (A Aparição) por Jorge Pereira

L'apparition (A Aparição) por Jorge Pereira

Xavier Giannoli regressa com A Aparição, filme encabeçado por Vincent Lindon no papel de um repórter de guerra que é convidado pelo Vaticano para fazer parte de uma comissão com uma tarefa especial: apurar a autenticidade de uma alegada aparição da Virgem Maria numa pequena vila francesa. Ver o post inteiro

Revenge (Vendeta) por Jorge Pereira

Revenge (Vendeta) por Jorge Pereira

"Queria abraçar a imagem fascinante e polarizadora de uma espécie de Lolita. Jen pode ser vazia e estúpida e objeto de desejo se ela assim quiser. Não deve ser (de todo) desculpa para o que vai acontecer a seguir.", explica Fargeat, que carrega o seu filme com elementos que demonstram esse caráter profundamente sedutor, contribuindo igualmente para o tom nervoso que desde os primeiros instantes nos dão a perceção que algo de muito mau vai acontecer. Ver o post inteiro

Thelma por André Gonçalves

Thelma por André Gonçalves

Com o seu trio inicial de filmes belíssimos (mas não embelezadores) sobre a depressão e os efeitos que esta ou até um potencial suicídio (Louder than Bombs) pode ter na vida dos que mais amamos, Joachim Trier firmou um estilo próprio, mas que revela obviamente o estudo afincado de mestres.  Ver o post inteiro

Holiday por Jorge Pereira

Holiday por Jorge Pereira

Essa violência, física, psicológica ou até espiritual (no sentido de omnipresença do castrador mesmo na sua ausência física) - está muito presente nesta impressionante primeira longa-metragem da sueca Isabella Eklöf. Ver o post inteiro

Os lançamentos da semana – Mariphasa por Quinto Canal

Os lançamentos da semana – Mariphasa por Quinto Canal

Sendo esta a segunda longa-metragem de Sandro Aguilar, após o lançamento de Cartas da Guerra em 2016, o realizador decidiu com Mariphasa regressar ao seu estilo característico, que mistura a ficção científica com o terror, trazendo assim até aos espetadores um filme diferente e em certo modo marcante. Ver o post inteiro

I Kill Giants (Eu Mato Gigantes) por Raquel Soares

I Kill Giants (Eu Mato Gigantes) por Raquel Soares

O filme destaca-se no entanto pelo seu carácter, próprio e cheio de força como de charme. Todo o ambiente é construído de modo a magia estar sempre omnipresente, e pequenos pormenores como orelhas de coelho, aos livros de retalhos, às armadilhas construídas nas árvores, toques tão reconhecíveis de Peter Pan e os meninos perdidos.  Ver o post inteiro

Pedro Pinho: "Não gosto da ideia da política dos autores. O cinema é um trabalho coletivo."

Pedro Pinho: "Não gosto da ideia da política dos autores. O cinema é um trabalho coletivo."

A receção da crítica em Cannes foi absolutamente surpreendente. Logo a partir do momento em que o filme estreou começou a sair uma chuva de críticas muito positivas, sobretudo da América Latina e de Espanha, mas também França, Itália e vários outros sítios. Começámos a ver as leituras sobre o filme, leituras que nem tínhamos feito anteriormente. E depois houve o ranking dos críticos onde o filme foi considerado o melhor do Festival. Filme de cinema, isto é*. Foi incrível, superou de longe as nossas expetativas. Ver o post inteiro

«Ossos»: A Condição Fraturante de Pedro Costa

«Ossos»: A Condição Fraturante de Pedro Costa

Pedro Costa emana um drama sob fortes toques documentais, aliás, é evidente encontrarmos um manifesto etnográfico em todo o seu sentido e uma exploração digna do estilo neo-realista italiano. Sendo que o lado ficcional, preservado por um realismo quase formalista mas em pleno espírito de rebeldia para com a câmara, é afetado por uma constante demonstração de atos metafóricos e alusivos. Ver o post inteiro

Pablo Larraín: “Há uma certa raiva no trabalho de Neruda”

Pablo Larraín: “Há uma certa raiva no trabalho de Neruda”

 É um filme em que Larraín parece querer fundir a poesia de Neruda com ambientes que parecem remeter-nos para um certo cinema clássico americano – estaria aqui essa passagem para outros voos? – embora o realizador chileno tenha intrometido aqui as imagens fotográficas de Sergio Larraín, um fotógrafo da Magnum que disse “uma boa imagem é criada num estado de graça”. Tal e qual como um bom filme. Ver o post inteiro

«Casa de Lava»: Quando Pedro Costa Quase Se Reduziu a Cinzas

«Casa de Lava»: Quando Pedro Costa Quase Se Reduziu a Cinzas

Enquanto em O Sangue, a vitalidade da intriga encontrava-se num rio, em Casa de Lava, esta está indiciada num vulcão, elemento invisível, mas igualmente presente. Como as suas consequências, o cenário é uma região árida por terras magmáticas que impedem o surgimento de nova vida, embora desta não estejaisente. Ver o post inteiro

Entrevista a Ivo Ferreira, o realizador de «Cartas da Guerra»

Entrevista a Ivo Ferreira, o realizador de «Cartas da Guerra»

As Cartas da Guerra ganharam notoriedade como livro, desvendando um escritor em busca de si mesmo no mais austero dos cenários, agora é convertido num filme com tamanha dimensão politica e sobretudo existencialista. Ivo Ferreira foi o mentor deste bélico português onde a verdadeira guerra reside no interior de cada ser. O C7nema falou com o realizador sobre a sua terceira longa-metragem, um "parto" difícil que resultou num filme impar da nossa cinematografia. Ver o post inteiro

Crítica "O Quadrado" por Arte-Factos

Crítica "O Quadrado" por Arte-Factos

O cineasta sueco Rubens Östlund, que em 2014 nos trouxe Força Maior, parece ter uma especial apetência para a análise comportamental, o que torna os seus filmes desconfortáveis mas também verdadeiros tratados. Se Força Maior consistia num estudo sobre a primazia do instinto de sobrevivência sobre todas as coisas (mesmo a própria família), a temática agora em escrutínio parte do estado da arte para analisar o estado do mundo, utilizando-a como espelho metafórico das relações sociais. Ver o post inteiro

«A Paixão de Van Gogh»: entrevista com os realizadores

«A Paixão de Van Gogh»: entrevista com os realizadores

Numa conversa com o C7nema, o duo falou do início do fascínio pela personagem de Van Gogh, as dificuldades e restrições que tiveram de lidar e da satisfação com que veem a reação do público ao resultado final. Ah! E falaram também dos seus próximos trabalhos, que passam por um filme em imagem real e uma nova animação de horror inspirada nos quadros de Goya. Ver o post inteiro

SALAVIZA – CINEMA COMO MOVIMENTO DO DEVIR ESPACIAL

SALAVIZA – CINEMA COMO MOVIMENTO DO DEVIR ESPACIAL

Salaviza filma, sobretudo, os corpos e os espaços onde estes estão inseridos. Os espaços são elevados à categoria de obra de arte quando o realizador opta por abstrair as linhas arquitetónicas e fazer delas os traços que vêm desenhar a composição visual dos seus enquadramentos – traço muito característico no cinema argentino... Ver o post inteiro

Entrevista a John Carroll Lynch: «Sem Harry Dean Stanton, este filme nunca seria feito»

Entrevista a John Carroll Lynch: «Sem Harry Dean Stanton, este filme nunca seria feito»

Como surgiu a escolha de Harry Dean Stanton? O filme mudou com a sua chegada ao elenco ou já estava tudo definido no argumento?Obviamente. Não existia mais ninguém para o papel. Este projeto nasceu e idealizou-se através da imagem de Harry. Quando debati com os dois argumentistas e com os produtores que “embarcaram” neste projeto, todos nós, por unanimidade, afirmávamos que este papel era exclusivo para ele. Se Harry dissesse que não, ou se Deus quisesse, ou o levasse antes do tempo,  este filme nunca seria feito. Não havia, nem haveria, substituto. Ver o post inteiro