É a inesgotável potência do olhar que está em evidência em todo o filme e que o emancipa do hábito. O olhar atento de Paterson penetra em todos os locais e nas mais pequenas coisas.
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Em “Cold War” não existe um todo que possa agarrar o filme fazendo com que os fragmentos se transfiram uns para os outros, tornando-os solidários; os hiatos temporais narrativos não são ganho, mas antes uma diminuição na sua dinâmica rítmica; são perdas irreparáveis no élan que o impulsiona para o seu fim, e, por essa razão, são perdas de intensidade dentro de nós.
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O resultado desta correalização é uma comédia que não se recomenda aos ouvidos mais sensíveis, pois talvez estejamos perante um filme de culto, cuja recepção será muito influenciada pelo género musical retratado. O heavy metal exige um ouvido raro e robusto...
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Pedro Cabeleira é um nome a termos em atenção. É admirável o que conseguiu, numa primeira longa-metragem e com tão baixo orçamento. É visível já uma identidade, que promete um cinema dinâmico e vivificado, num estilo irreverente e cativante.
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