Como disse Bergman mais tarde na sua autobiografia a propósito dos inventivos: “What about the absurdist, the trendy, the inventive? Aren’t they predictable, easily repeated, tempting and fun, handy little kicks, fast food for the impatient?”. Essa impaciência (da vida), junto a esse nihilismo (da morte) ligam os inícios dos fins em Bergman, assim como vão fazendo caminhar este texto para o seu término. Para terminar, como se renascesse.
Ver o post inteiro
Bergman sempre disse que Uma Lição de Amor tinha sido feito para o momento que passa. Como os seus amores de juventude, até certo ponto os seus casamentos, fizeram todos parte de um mesmo contínuo por onde o seu amor ia passando através de vários corpos. O tom descontraído dessa “lição” via o amor com um jogo que se jogava ora com astúcia masculina (é o plano de Gunnar Björnstrand que só percebemos no final do filme) ora com sageza feminina nas manobras de Sorrisos de uma Noite de Verão. São os filmes do “esgar vigoroso” com que todo o amor começa, ao que se lhe seguiriam os “filmes do bocejo”, com que todo o amor termina.
Ver o post inteiro
Não se pode dizer que a descoberta do amor no cinema de Ingmar Bergman surja purificada. Assim como tínhamos dito que era o comentário (o olhar) da geração mais velha aquilo que melhor permitia posicionar e valorizar o amor dos jovens em Monika e o Desejo, o mesmo acontece com o amor que Marie viveu em Um Verão de Amor, filme insular, instanciação da modernidade cinematográfica para Alain Bergala.
Ver o post inteiro
A Fábrica de Nada, obra que nasce do nada para chegar ao tudo, é um filme cuja audácia é directamente proporcional ao risco que corre. Os seus autores sabem que, ao mostrar um filme cheio de hesitações, ritmos diversos, uma obra que tacteia, vacila, distende, comprime, dilata – em resumo, uma obra de suturas onde o colectivo se expõe – está a arriscar não ser uma obra assertiva, uma obra que será vista e tida mais como retórica do que “produtiva”. Mas, enfim, como rebentar a gasta noção de produção senão a partir do seu próprio interior?
Ver o post inteiro