«Libertação» – A Itália
O que vemos em “Roma, Cidade Aberta” (1945), “Paisà/Libertação” (1946) e “Alemanha, Ano Zero” (1948) é, nada mais, nada menos, do que a possibilidade do milagre do cinema que, para Rossellini, só podia ser intransponível senão vejamos: em “Paisà” as tropas aliadas ainda estavam a ajudar a reconstruir o país quando Rosselini inicia a segunda aventura de filmar num pós-guerra imediato, num país em ruínas quando, no ano anterior, ainda os efeitos da guerra, da morte e da destruição ainda estavam presentes em todo o lado quando ele faz de Roma uma “cidade aberta”. Segue mais tarde para a Alemanha para acompanhar um renascer das cinzas que dura até hoje. Não era ainda altura do rescaldo, era o início de um impactante período de conivência com o recente passado de um país com e sem culpa de uma destruição massiva. Ver o post inteiro