Roberto Rossellini
  1. Roberto Rossellini

    Itália (1906 - 1977)

    10 títulos :separador disponível 24 prémios
    recebidos
Biografia

Nascido numa família burguesa de Roma, o pai de Roberto Rossellini foi o fundador do primeiro cinema romani (um teatro onde se podiam mostrar filmes), garantindo ao jovem Roberto um passe de livre acesso, sendo que começou a frequentar o cinema desde uma idade muito precoce. Quando o pai morreu, Roberto Rossellini trabalhou como técnico de som em filmes, y durante algum tempo trabalhou em várias áreas relacionadas com a produção cinematográfica. Em 1938 realizou a sua primeira curta-metragem, “Preludie à l’aprés-midi d’un faune”, depois do cual trabalhou como assistente de Goffredo Alessandrini no filme "Luciano Serra, pilota” um dos filmes italianos da primeira metade do século com mais sucesso. Em 1940 trabalhou como assistente de Francesco De Santis em “Uomini sul fondo”. A primeira longa-metragem de Roberto Rossellini foi “La Nave Bianca” de 1941, primeira também da chamada Trilogia Fascista, junto com “Un pilota ritorna” (1942) e “Uomo dalla Croce” (1943). A esta fase corresponde também a sua amizade e colaboração com Federico Fellini e Aldo Fabrizi. Após o fim do regime fascista em 1945, e após unicamente dois meses da libertação de Roma, Rossellini já estava em preparações para “Roma, cidade aberta”, com Fellini a assistir no guião e Fabrizi no papel de sacerdote, filme produzido pelo proprio Rossellini, obtendo a maior parte do dinheiro a través de empréstimos e créditos. O filme foi um sucesso imediato, e Rossellini começou assim a sua Trilogia Neo-realista, cujo segundo filme foi “Paisà” (Libertação, 1946), filmada inteiramente com atores não profissionais, e o terceiro, “Germania ano zero” (Alemanha, Ano Zero, 1947), patrocinada por um produtor francês e filmada no setor francês de Berlim.  Como declarou numa entrevista, "para criar realmente a personagem que tem na cabeça, é necessário que o realizador entre numa batalha com o ator, na qual o realizador normalmente acaba por se someter aos desejos do ator. Como não quero estar a gastar as minhas energias numa batalha como esta, só uso atores profissionais em certas ocasiões”. Diz-se que uma das razões do sucesso de Rossellini foi o facto que o realizador reescreveu os guiões de acordo com os sentimentos e as histórias dos seus atores não profissionais. Acentos regionais, dialetos e modos de vestir vêm-se nos seus filmes da maneira em que eram realmente.Depois da sua Trilogia Neo-Realista, Rossellini produziu duas longas-metragens que hoje são consideradas como cinema transicional: “L’Amore" (O Amor) com Anna Magnani e “La macchina ammazzacattivi” (A Máchina de Matar Pessoas Más), mostrando realidade e verdade.Em 1948, Rossellini recebe uma carta de Ingrid Bergman onde se propõe para trabalhar com ele, e assim começa umas das histórias de amor mais conhecidas do mundo do cinema, com Ingrid Bergman e Roberto Rossellini no topo da popularidade. Começaram a trabalhar juntos um ano mais tarde em “Stromboli” e em “Europa ’51”.  Em 1954 “Viaggio in italia” (Viagem em Itália) completa a chamada Trilogia de Ingrid.

Prémios do seus filmes

Os seus títulos online