Michelangelo Antonioni
  1. Michelangelo Antonioni

    Itália (1912 - 2003)

    4 títulos :separador disponível 12 prémios
    recebidos
Biografia

Formou-se em Economia na Universidade de Bolonia. Chegou a Roma em 1942, onde estudou no Centro Sperimentale di Cinematografia de Cinecittà. Foi aqui que conheceu alguns dos artistas com quem cooperou nos anos seguintes, incluindo Roberto Rossellini, o ‘pai’ da escola italiana do neorrealismo. Em contraste com o seu contemporâneo Frederico Fellini, cujas primeiras obras giravam em torno da vida das classes trabalhadoras e dos desajustados sociais, os filmes mais representativos de Antonioni, na sua primeira etapa, basearam-se nas elites e burguesias urbanas e na forma como se relacionam com um ambiente que mal compreendem: “Escândalo de Amor” e “A Dama Sem Camélias” (com Lucía Bosé, mãe de Miguel Bosé) são as primeiras obras onde o diretor faz uma reflexão desagradável do mundo burguês com as aparências de um simples melodrama. É com “As Amigas” (1954), uma história de Cesare Pavese e com um desempenho notável do subestimado Eleonora Rossi Drago, que se começa a formar o estilo característico do diretor. Numa ocasião, este diretor esboçou a sua visão da burguesia através do ponto de vista do mundo do trabalho: em 1957, “O Grito” (com Steve Cochran e Alida Valli), não só é a sua primeira obra-prima absoluta, mas também o antecedente direto ao isolamento do ser humano que tanto influenciou o diretor na sua famosa trilogia. Alguns críticos recomendam este título para quem quiser ver um filme de Antonioni que reflita com precisão a sua personalidade e estilo. Na década de 1960 deu-se o reconhecimento internacional do diretor e o seu encontro com Monica Vitti, após o inicial fracasso-desperezo por “A Aventura”. Tanto na “A Noite” como “O Eclipse” fascionou por toda a Europa e cruzou as suas fronteiras. Em 1964, começou o seu primeiro filme a cores e, para muitos, o princípio do fim do seu ‘reinado’ com “O Deserto Vermelho”. Uma das suas obras mais célebres é “História de Um fotógrafo”, baseada num conto de Julio Cortázar; situado em Londres e baseado nas aventuras de um fotógrafo que descobre um assasinato através das suas fotografias. Apesar do seu enorme sucesso, a carreira de Antonioni entrou numa irregularidade artística e numa espécie de bloqueio criativo, do qual não foi fácil sair. Da última e menos conhecida etapa do realizador, destacam-se “Profissão: Repórter”, em 1974 (com Jack Nicholson e Maria Schneider) e “Chung Kuo - Cina” (1972), um revelador trabalho documental sobre a China do momento, em vez do “O Mistério de Oberwald” ou “Identificação de Uma Mulher”. Desde 1990, Antonioni trabalhou em projetos tão ambiosos quanto falhados: “Para Além das Nuvens” (1996) e “Eros” (2006).

Prémios do seus filmes