Quando se Tem 17 Anos
Quando se Tem 17 Anos

Quando se Tem 17 Anos

Quand on a 17 Ans

Áudio e legendas

Versão original com legendas

  • Áudio Francês
  • Legendas Português
realização

André Téchiné

Nacionalidade

França

Ano de produção

2016

Géneros

Drama, Romance

Estreia no cinema

26-10-2017

Sobre o filme

Damien, de 17 anos, vive com a sua mãe Marianne, enquanto o seu pai se encontra ausente numa missão militar. Na escola, é vítima de bullying por parte de Thomas, o filho adoptivo de agricultores locais. No sentido de ajudar a mãe de Tom, que se encontra doente, Marianne oferece-se para acolhê-lo. Forçados a morar juntos, a tensão entre os dois jovens torna-se cada vez mais palpável...

Prémios
O meu estado de espírito...

Realização e elenco

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9.0

" Para um espectador que esteja a ficar farto de histórias de saídas de armário (e se for um habituée do festival Queer, haverá essa fadiga normal), "Quand on a 17 ans" é mesmo assim uma lufada de ar fresco. Este é um filme sobre coming out também, sim, mas não se deixa reduzir a tanto. É um filme silenciosamente político. Eis que no quadro principal, encontramos também a progenitora de um dos rapazes (uma memorável Sandrine Kiberlain, não menosprezando as revelações dos dois jovens atores Kacey Mottet Klein e Corentin Fila), separada do seu marido a trabalhar numa zona de guerra. Diria até que a descoberta da sexualidade e a passagem de idade a certo ponto contrapõem-se com uma "passagem de tempo" global, independentemente da idade - e daí haver uma ironia divinal no título "Quando Temos 17 anos" (percebe-se, mas não é só). Existem aqui outros pormenores em jogo: como a fisicalidade inicial entre os dois rapazes em primeiro plano a interagir como a fisicalidade "ausente" da guerra que acontece fora do ecrã, até de facto, percebermos o que se vai passar. Com Techiné na sua melhor forma, sentimos que temos obrigatoriamente que voltar à obra, para captar todos os pormenores que possam ter passado ao lado. Eventualmente o ciclo fecha-se e "Yafaké" de Victor Démé começa a tocar na última cena, encerrando com chave de ouro esta reflexão global sobre o que é ser humano e ter consciência da sua passagem do tempo. E claro, sobre a paixão adolescente, empregando a mesma sabedoria - embora de um modo mais sintetizado - que o também apaixonante "A Vida de Adèle" de Kechiche. "

André Gonçalves de C7nema