Mulholland Drive

Áudio e legendas

Versão original com legendas em português

  • Áudio Inglês
  • Legendas Português
realizador

David Lynch

Nacionalidade

Estados Unidos

Ano de produção

2001

Género

Thriller

Sobre o filme

Uma jovem alegre e frágil, algo ingénua, Betty (Naomi Watts), chega a Los Angeles disposta a ser uma grande actriz e fica hospedada num apartamento emprestado pela sua tia. Aí conhece Rita (Laura Elena Harring), uma mulher com amnésia e única sobrevivente de um acidente na estrada Mulholland Drive. Na mesma cidade, um egocêntrico realizador de cinema sofre com o facto de ter de se submeter aos produtores do seu filme que lhe impingem uma protagonista. As três histórias cruzam-se misteriosa e obscuramente na busca da sua identidade perdida, com personagens que se debatem entre o amor e a morte, entre o êxito e o fracasso.

M16

Realização e elenco

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  • Roger Ebert

    de Chicago Sun Times

    Esta es una película a la que te tienes que rendir. Si buscas lógica, ve otra cosa. Mulholland Drive va directamente a las emociones, como la música.

    10.0 10.0
  • João Araújo

    de À Pala de Walsh

    É frequente encontrar Mulholland Drive de David Lynch no topo das preferências de listas, quer seja para melhor filme do século XXI (BBC) ou da década (Film Comment, IndieWire). Se normalmente tanto consenso será de desconfiar, esta é uma das ocasiões em que a obra é tão extraordinária que os elogios são justificados. A verdade é que este filme pode ser visto como uma súmula do trabalho desenvolvido por Lynch ao longo da sua carreira, onde as suas preocupações com as possibilidades do desconhecido, o desmontar da influência do subconsciente e psicoses sobre a interpretação da realidade, a normalização do inexplicável como uma certeza, o conluio entre essa mesma realidade e a ficção, que parecem habitar uma espécie de limbo indefinido, imaterial e material ao mesmo tempo, e que dão lugar a filmes-sonhos que parecem filmes-pesadelos impressionistas. São aspectos que aparecem aqui em sintonia perfeita, e Mulholland Drive surge também num período criativo particularmente fértil de Lynch, pouco depois de Lost Highway (Estrada Perdida, 1997) e antes de Inland Empire (2006), que exploram temas e estéticas semelhantes: o medo da perda de memória e de identidade, a cedência de controlo do destino, a multiplicação de personalidades e linhas narrativas. Se este filme pode ser descrito como um sonho febril, é um sonho americano distorcido e mutilado, já que decorre no epicentro de Hollywood, terra dos sonhos, e é também um olhar para dentro do universo do cinema. No centro da história encontramos uma jovem actriz aspirante, numa interpretação magnífica de Naomi Watts, que certo dia ao chegar a casa encontra uma mulher que esteve envolvida num acidente de carro, e não se lembra do que lhe aconteceu, nem sequer quem é. Nos episódios que seguem-se (e é curioso pensar que Mulholland Drive começou por ser pensado como uma série para televisão), acompanhamos as duas mulheres na perseguição de escassas pistas, na colisão entre um submundo de crimes escondidos e o submundo do cinema, e o seu modo de destruição de sonhos. Essas pistas abrem portas para outros mistérios, na procura da reconstrução de uma história e de uma identidade, sem nunca ter a certeza de nada excepto uma realidade fugidia, numa ambiguidade que coloca o espectador no mesmo espaço das personagens, e que permite a cada um criar o seu próprio filme dentro do filme. É assim a derradeira cedência ao domínio da imaginação.

    9.0 9.0
  • Miguel Ángel Palomo

    de El País

    Lynch regresa a sus ambientes oníricos en un filme que envuelve al espectador en un turbio desasosiego. (...) varias historias cruzadas; aunque tal vez sean la misma, pero vista desde varios ángulos. Las fascinantes imágenes que inundan 'Mulholland Drive' plantean muchas preguntas, pero aportan pocas respuestas. Quizá por eso el propio Lynch confesó que desconocía el significado del desconcertante desenlace de esta obra inclasificable.

    9.0 9.0
  • Stephen Holden

    de NY Times

    Mientras uno ve 'Mulholland Drive', uno pregunta si algún cineasta ha usado el cliché de Hollywood de 'fábrica de sueños' más profundamente que David Lynch. (...) Lynch da un extraordinario salto para abrazar lo irracional. (...) una gran película"

    9.0 9.0