8,8

Eu, Daniel Blake

· 96min.

Palma de Ouro no Festival de Cannes e Premio do Público em São Sebastião e Locarno. Um dos filmes mais humanos, comovedores e estóicos de Ken Loach.
Indisponível no teu país

Sobre o filme

Daniel Blake, com 59 anos, trabalhou como marceneiro durante a maior parte da sua vida, em Newcastle. Agora, e pela primeira vez, precisa de ajuda do Estado. O seu caminho cruza-se com o de Katie, mãe solteira, e as suas duas crianças, Daisy e Dylan. Para escapar à vida numa residência para sem-abrigo em Londes, a única hipótese de Katie foi a de aceitar um apartamento numa cidade que ela desconhece, a 300 milhas de distância. Daniel e Katie encontram-se na terra de ninguém, apanhados pela burocracia da Segurança Social...

Realização e elenco

Realização:
Ken Loach

Prémios e nomeações

Áudio e legendas

Versão original com legendas em português
Áudio Inglês • Legendas Português

Mais informação

Título original:
I, Daniel Blake
Género:
Drama
Nacionalidade:
Reino Unido
Estreia no cinema:
01-12-2016

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7,5 Cada um o Seu Cinema Kitano, Lynch, Cronenberg, von Trier, Van Sant, Loach, Moretti, Polanski, Hsiao Hsien, Kar-Wai, Ming-Liang, Salles, Ruiz, Zhang , Konchalovsky, Assayas, Angelopoulos, Gitai, Dardenne, Realizadores

Um filme tocante, uma obra que incomoda. Não é esse também um dos objectivos de uma arte como o Cinema?

Um filme essencial aos tempos modernos. Em "I, Daniel Blake", Ken Loach confronta-nos com uma realidade dura, pois até que ponto a nossa segurança é realmente assegurada por quem é responsável pela mesma? O que é Integridade no meio de um sistema informático?

Confronto intenso com a nossa Humanidade. Obrigatório.

9

"Eu, Daniel Blake é um filme indignado com a devastação humana mas com uma delicadeza de olhar que resiste no espaço dos sentimentos e da intimidade. Isso , possibilidade de resistência: as relações íntimas a contrariarem a violência da retórica social - e a retórica do filme de mensagem..."

Vasco Câmara de Ípsilon - Público

9

"O melhor da faceta politicamente combativa de Ken Loach. Uma fábula realisticamente absurda sobre o estado do “estado social” na Europa. “Kafkiano” pode servir a Eu, Daniel Blake, a Palma de Ouro de Cannes. Deve ter a ver com o poder misterioso da letra “k”, mas à medida que o filme de Ken Loach avança mais o nosso espírito vê o seu protagonista, Daniel Blake, como um parente afastado do famoso herói do Processo de Kafka, conhecido apenas por Josef K. Sugestão, certamente, e insondáveis são os caminhos da imaginação, pelo que quem nunca pecou por delírio que atire a primeira pedra [...]"

Luís Miguel Oliveira de Ípsilon - Público

8

"A verve do cinema de Loach sempre foi - apesar de alguns desvios - a urgência do presente, uma energia do agora que sentimos mais violenta na tela. Afastado dos dramas de época, como o anterior O Salão de Jimmy (2014), Eu, Daniel Blake recupera essa pulsação genuína da sua obra ao retratar um carpinteiro de Newcastle, enredado, aos 59 anos, na burocracia e na modernização do sistema de segurança social [...]"

Inês Lourenço de Diário de Notícias

8

"A arte de rua de Ken Loach. Ken Loach não mudou, mudaram o mundo, o cinema, a TV, a política. É o que há nele de mais admirável. O último filme, Eu, Daniel Blake, um documentário sobre a obra e um ciclo na Cinemateca mostram a crença profunda de um cineasta: não há realismo sem humanismo..."

Luís Miguel Oliveira de Ípsilon - Público