Garrel tem um problema com a fidelidade. Não a percebe, e tende a juntar duas a três personagens que, dialogantes, em quartos mais ou menos estanques, sob condições de cárcere – que é, talvez, o que lhe parece a palavra da qual decorre a sua obra, mais, talvez do que de amor e família, esses compósitos sociais a que resolveu dedicar-se em contemplativo estudo – até que digladiem as suas perspetivas. [...]
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