jfguimaraes
Aparentemente, Lars von Trier filma o par amor/des-amor - ainda que a viagem na "limousine" por aquele caminho estreito, em que é preciso recuar para avançar, em que o recuar implica feridas, seja uma evidente metáfora da vida. Que anda sempre ligada à morte: vidamorte. Nem que seja sabendo-se que um planeta, um planeta chamado Melancholia, vai colidir com a terra. Que nenhum totem primitivo (os índios, depois de dançarem em redor do totem, sentiam-se imortais e assim partiam para a luta com os rosto-pálidos) é capaz de vencer. A música de Wagner, o prelúdio de "Tristão e Isolda", no princípio e no fim do filme dá o tom. No caminho de Bergman.