La Valse
La Valse

La Valse

Áudio e legendas

Versão Portuguesa

realização

João Botelho

Nacionalidade

Portugal

Ano de produção

2012

Género

Musical

Estreia no cinema

24-05-2012

Sobre o filme

I. No início de 1920, depois de meses de total isolamento na casa de campo de um amigo, em Ladras, situada a cerca de 400 km a sudoeste de Paris, Maurice Ravel termina finalmente a orquestração de “A Valsa, Poema Coreográfico”, encomenda de Sergei Diaghilev para os Ballets Russos. É o regresso do artista à grande composição depois de anos improdutivos causados tanto pelos terríveis anos da Grande Guerra como pela morte da mãe que, segundo ele, era a única razão da sua existência. Muitos anos depois, seria escrito sobre a obra: “mais do que uma homenagem à valsa, é uma ácida reflexão sobre os traumáticos anos do pós-primeira Guerra Mundial na Europa” ou “ao mesmo tempo, uma metáfora sobre a civilização europeia do pós-guerra e uma narrativa que desenha o nascimento, a decadência e a destruição de um grande género musical: a valsa”. E, no entanto, na Primavera de 1920, Sergei Diaghilev recusou a obra. Ofendido, Ravel cortou relações com o director artístico e empresário russo. Diaghilev chegou a desafiá-lo para um duelo, que amigos de ambos impediram. Nunca mais se falaram, nunca mais se viram.II. 2012. Sete dezenas de bailarinos da Companhia Nacional de Bailado (CNB), conduzidos por dois solistas (o HOMEM e a MULHER), são os personagens que vão atravessar e desafiar os males que hoje ameaçam a Europa tanto como há cem anos atrás. Desagregação e motins, desemprego e tragédia dos refugiados, miséria e revolta, extremismos políticos e desorientação social. Organizada em 4 movimentos que remetem para os 4 elementos (FOGO, ÁGUA, TERRA e AR) de duração igual, no meio do caos e de ruínas, esta narrativa é também a da procura do HOMEM pelo seu par, a MULHER, com quem desenhará os gestos e os passos perfeitos da dança que redime os pecados, cura os males e eleva os espíritos para lá da previsível e trágica condição humana. “Dancem, dancem, dancem, se não estão perdidos.”, gritava continuamente Pina Bausch, pouco antes de morrer.

Realização e elenco

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