Bom Dia
Bom Dia

Bom Dia

Ohayô

Áudio e legendas

Versão original com legendas em português

realização

Yasuiro Ozu

Nacionalidade

Japão

Ano de produção

1959

Estreia no cinema

27-07-2014

Sobre o filme

“Bom dia” retoma um antigo filme do próprio Ozu (“Nasci, mas…”), modificando a história para fazer sentido no período em que foi rodado: neste filme dois rapazes juram não voltar a dizer qualquer palavra até que os pais comprem um aparelho de televisão.

Realização e elenco

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10.0

"Ninguém melhor do que Ozu poderia cercar as transformações que ocorriam no Japão na década seguinte ao desastre de Hiroshima e Nagasaki. O crescimento populacional e tecnológico do país, ao passo que incluía no mercado um grande número de pessoas, excluía muitas outras, gerando uma situação híbrida de desenvolvimento social. A população do país tornava-se mais fugidia, imersa na pequena tela de TV, motivo de alienação em massa. Na mesma década esse entretenimento-fuga estendeu-se também para os jogos, algo que Wim Wenders trabalhou em Tokyo GA, que aliás, é um documentário sobre “o Japão que Ozu previu”. A necessidade do diálogo é contraposta, em Bom Dia, à necessidade de uma máquina para que alguém seja feliz. Ozu nos expõe as relações humanas e familiares em pleno momento em que o mundo ao redor se transformava, o consumismo se tornava uma “necessidade comum” e a fuga através da nova tecnologia já era um afã nacional. Com a poesia que se faz presente em todas as coisas, o diretor nos pergunta se tudo aquilo a que damos valor é realmente essencial para a nossa vida ou apenas faz parte das falsas necessidades, geradas pelo pelo fetiche de milhões produtos. Bom Dia é, acima de tudo, um filme sobre o supérfluo e o essencial. "

Luiz Santiago de Plano Crítico

9.0

"We can so rarely talk of big things, such as our passions, loves, and deeply absorbed insecurities and heartbreaks. So we prattle on about the weather with gentle and exploratory longing, as silly anecdotes come to embody the majority of our lives. The boys, not yet schooled in these subtleties, bond through farting, which we hear in a spectrum of stylized sounds that come to attain a patina of innocent and ridiculous grace. This profound film reveals that nothing is below the purview of existential contemplation, even all matters of flatulence, and words as simple as “Good morning” are revealed to contain fathomless multitudes. The phrase may be an evasive banality, but, for many of these characters, it’s either true or hopeful of a future bright day. "

Chuck Bowen de Slant Magazine