A Paixão de Van Gogh
A Paixão de Van Gogh

A Paixão de Van Gogh

Loving Vincent

Áudio e legendas

Versão original com legendas

  • Áudio Inglês
  • Legendas Português
Nacionalidades

Polônia, Reino Unido

Ano de produção

2017

Estreia no cinema

19-10-2017

Sobre o filme

O primeiro filme do mundo totalmente pintado à mão. Uma investigação à vida e controversa morte de Vincent Van Gogh, contada através das suas pinturas e dos que com ele privaram. Joseph Roulin é o carteiro que Van Gogh pintou e com quem estreitou amizade. Não se convencendo da teoria do suicídio do pintor, envia o seu filho Armand entregar a última carta que o artista havia dirigido ao irmão, Theo. Ainda que resignado, Armand parte em missão. Quando descobre que o irmão tinha morrido pouco depois de Vincent, começa uma série de encontros com as várias personagens que cruzaram a vida do artista antes dele morrer. Quanto mais pessoas ouve, mais a teoria do suicídio lhe parece infundada. A quem poderá ele entregar a carta, quando todos parecem culpados da morte do pintor?

Realização e elenco

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  • Jorge Pereira

    de C7nema

    O filme chama-se A Paixão de Van Gogh, mas na verdade o que assistimos no grande ecrã é à paixão de Dorota Kobiela e Hugh Welchman, os realizadores que, conjuntamente com mais de 100 artistas, compuseram um trabalho com mais de 65 mil frames pintados a óleo que levaram 6 anos a concretizar. Esta gímnica de filme inteiramente pintado a óleo (nada cansativa para a vista) é o maior trunfo de uma obra onde o duo não podia escapar muito em termos de liberdade criativa, até porque se baseiam nos trabalhos do pintor, nos enquadramentos que este dava às suas peças, na sua correspondência, para contar a sua história na forma de um thriller policial onde se questiona a verdade sobre os seus últimos dias. No centro da investigação está Armand Roulin, filho de um carteiro que quer entregar a última carta que Van Gogh escreveu antes de tirar a vida a si próprio. Para isso ele parte para uma pequena localidade que serviu de «túmulo» para o pintor, uma figura enigmática e nublada, não só pela pressão familiar devido ao seu fracasso na época, mas também por estar envolvido em alguns subrenredos que em nenhuma altura lhe tiraram o foco da pintura, a sua verdadeira paixão ou obstinação. Suicídio, ou terá sido outra a história em torno da morte do artista? É esta a questão que o filme faz, mas não é só isso que tem para mostrar. Sempre fiel visualmente ao espírito das suas pinturas, vagueando entre a cor e o preto e branco (numa separação entre o tempo presente e um passado em jeito de flashbacks) de clara influência do Cinema Noir, tudo é um regalo para os nossos sentidos, uma poesia visual que no entanto nunca encontra paralelo no seu enredo e diálogos, por vezes demaasiado simples e sem conseguirem transmitir a ambiguidade da alma tortuosa de um artista que só depois de morto viu a sua obra ser reconhecida.

    7.0 7.0