Laís Bodanzky
  1. Laís Bodanzky

    Brasil · 1969

    1 título :separador disponível 1 prémio
    recebido
Biografia

Laís Bodanzky é uma cineasta e guionista brasileira. Estudou cinema na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) e geografia da Universidade de São Paulo. Seu filme mais conhecido é Bicho de Sete Cabeças (2000) baseado no livro autobiográfico de Austregésilo Carrano Bueno, Canto dos Malditos. Ele conta a história de Neto, um jovem que é internado à força em um hospital psiquiátrico depois de seu pai descobrir um cigarro de maconha no seu casaco. Ali ele vivencia situações de extremo abuso físico e psicológico. Bodanzky teve muita dificuldade para obter recursos para o filme porque a maioria das empresas não queria ter sua marca vinculada aos temas das drogas e das doenças mentais. Bicho de Sete Cabeças foi importante na cinematografia nacional recente por tratar do tabu das drogas e do cotidiano de horror de muitos hospícios do país. O filme teve boa aceitação do público e foi responsável por impulsionar a carreira cinematográfica do ator Rodrigo Santoro. Recebeu vários prêmios e indicações, dentre eles, o Prêmio Qualidade Brasil, o Grande Prêmio Cinema Brasil, o Troféu APCA de "Melhor Filme", além de ter sido o filme mais premiado do Festival de Brasília de 2001 e do 5º Festival de Recife. Em novembro de 2015, o filme entrou na lista dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos criada pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema (ABRACCINE). Desde então, Bodanzky realizou mais 4 longas-metragens: Chega de Saudade (2008), As Melhores Coisas do Mundo (2010), "O Ser Transparente" em Mundo Invisível (2011) e Como Nossos Pais (2017). Com o filme As Melhores Coisas do Mundo, recebeu o prêmio APCA 2010 de "Melhor Direção" e com Como Nossos Pais, o de ""Melhor Direção" do Festival de Gramado. Durante dez anos (2004-2014) a realizadora e o marido, Luiz Bolognesi, promoveram o Cine Tela Brasil, um projeto itinerante de exibição gratuita de filmes nacionais em periferias dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. O projeto de levar cinema às cidades carentes de salas tradicionais começou em 1997 com o nome de Cine Mambembe. De janeiro a agosto daquele ano, o casal realizou uma viagem pelo Brasil exibindo curtas-metragens nacionais em praças públicas do interior de São Paulo, sul da Bahia, Chapada Diamantina, rio São Francisco, sertão de Alagoas, Piauí, Maranhão, Tocantins e Amazônia. O projeto passou por muitas comunidades que não tinham luz elétrica e também por algumas aldeias indígenas como a dos Pataxós na Bahia e dos Krahô em Tocantins. Com melhorias na infra-estrutura, o projeto passou a se chamar Cine Tela Brasil e a exibir quatro sessões diárias de longas-metragens nacionais. Tudo isso em uma camionete transformada em cabine de projeção, com um grande tenda, um cinemascope, uma tela de 7m x 3m, som estéreo surround e ar condicionado. Foram percorridos 116.509 km em estradas, levando o levando cinema brasileiro a 759 bairros de periferia, onde foram realizadas 7.439 sessões de cinema para 1.355.403 brasileiros. Em 2014, o casal lançou o livro “Cine Tela Brasil e Oficinas Tela Brasil: 10 anos levando cinema a escolas públicas e comunidades de baixa renda”. O livro é um balanço tanto do projeto itinerante quanto da experiência das oficinas - núcleos de audiovisual em escolas públicas do Brasil, que impactaram mais de três mil estudantes de baixa renda, em 121 oficinas, onde foram realizados 407 curtas-metragens.

Prémios do seus filmes