Yasuiro Ozu
  1. Yasuiro Ozu

    Japão (1903 - 1963)

    6 títulos :separador disponível 7 prémios
    recebidos
Biografia

Segundo a história, Ozu descobriu a sua paixão pelo cinema através do visionamento de “Civilization” de Thomas Harper Ince.  Após terminar os seus estudos  na escola de Ujiyamada da cidade de Ise, trabalhou como professor substituto na escola primária Lidaka antes de regressar a Tóquio, onde em 1923, graças a uma recomendação do seu tio, começou a trabalhar nos Estúdios Shochiku em Kamata. Aí, começou como ajudante de fotografia, três anos depois torna-se ajudante de direcção de  Tadamoto Okubo. Em 1927 estreia-se como realizador de um drama de época (o único em toda a sua filmografia) “Zange no yaiba”. Durante a Segunda Guerra Mudial, esteve na China. Quando a guerra acabou, estava em Singapura, onde foi preso. Em 1947 voltou ao activo com o seu argumentista  Kogo Noda; outros colaboradores regulares foram o cenógrafo Yuharu Atsuta e os actores Chishu Ryu e Setsuko Hara. Enquanto realizador, era concentrado e perfeccionista. Era visto como um dos realizadores “mais Japoneses” e como tal, o seu trabalho raramente era exibido no estrangeiro antes da década de 60. Apenas faz uso do som a partir de 1935 (“para quê procurar o ruído quando reino o silêncio?”, dizia, recorda A. Santos. O seu plano característico era mantido apenas a 90 centímetros acima do solo, remetendo ao ponto de vista de um adulto sentado num tatame. Foi também um firme defensor da câmara estática e das composições meticulosas que não permitiam a nenhum actor dominar a cena. Ozu recebeu uma medalha do governo Japonês em 1958, ano em que também ganhou o prémio da Academia  de Artes do Japão. Em 1961 celebrou-se uma retrospectiva das obras de Ozu no Festival de Berlim, onde o realizador e respectivo trabalho recebeu reconhecimento a nível mundial. Trabalhou num total de 53 filmes, 26 deles rodados durante os seus primeiros cinco anos enquanto realizador. Morreu de cancro no seu sexagésimo aniversário, quando se encontrava no auge da sua fama. Foi enterrado no cemitério de Engaku-ji, o templo da comunidade onde passou os seus últimos anos, Kita Kamakura. Após a sua morte, a fama de Ozu elevou-se ainda mais e a sua obra continua a influenciar realizadores tanto do Japão como de outros países, como Jim Jarmusch, Wim Wenders, Claire Denis, Aki Kaurismäki e Hou Hsiao-Hsien.

Prémios do seus filmes

Os seus títulos online