Mike Leigh

Reino Unido · 1943

Realizador · 1 título :separador disponível · 60 prémios recebidos

Biografia

É um dos realizadores britânicos mais respeitados, praticamente a totalidade das suas obras obtiveram numerosos prémios e reconhecimentos nos Festivais de Cinema mais importantes do mundo. Para além de ter uma formação invejável, tendo frequentado as mais prestigiadas instituições como a Royal of Dramatic Art e a London Film School, a sua primeira experiência profissional esteve vinculada ao universo teatral, primeiro na cena de Birmingham e mais tarde colaborando com a Royal Shakespeare Company. No final dos anos 60 Mike Leigh começava a sua actividade como escritor e realizador de ficção para a televisão inglesa, o trabalho que levou a cabo ao longo desta década serviu-lhe para dar o salto para o meio que posteriormente o consagraria como realizador e guionista, o cinema. A sua estreia neste meio deu-se em 1971 com um filme que já prenunciava as linhas gerais da sua identidade enquanto realizador, a sua preocupação em mostrar a realidade social das classes trabalhadoras na Inglaterra dos anos 70. O afã de querer representar os sectores marginais, por um lado, e a vontade de oferecer ao público uma reflexão cheia de ironia e respeito pelo outro foram configurando o seu estilo a partir de um inegável talento para a observação. A forma de trabalho de Leigh define-se através de numerosos e intermináveis ensaios nos quais é crucial a improvisação dos actores que devem, guiados pela sua própria intuição, construir os seus personagens e acabar de dar forma ao guião. A maior parte dos indivíduos que habitam as imagens de Leigh são seres normais, embora com algumas excentricidades, que enfrentam os problemas da sua vida quotidiana com recursos limitados. Nunca se apresentam como vítimas ou caricaturas de si mesmos, são pessoas reais que se mostram capazes de superar as dificuldades da sobrevivência diária. Na década de 90 ganhou uma grande popularidade a nível internacional graças ao filme Nu (1993), com o qual conseguiu o prémio de Melhor Realizador e Melhor Actor para David Thewlis no Festival de Cannes.  No entanto, seria com o filme Segredos e Mentiras (1996) que se confirmaria como um dos melhores cineastas do seu país, conseguindo 5 nomeações para os Óscares e a Palma de Ouro em Cannes. Depois de realizar outros filmes como Todo o nada (2002) e Vera Darke (2004) sobre o aborto voltou ao teatro com a obra Two Thousand Years. O seu último filme Um Dia de Cada Vez (2008) foi nomeado para o Óscar na Categoria de Melhor Guião Original e conseguiu o Urso de Prata para a sua protagonista, Sally Hawkins, no Festival de Berlim. Da sua obra destacam-se os filmes, Um Dia de Cada Vez (2008); Vera Drake (2004)Tudo ou nada (2002); Raparigas de Sucesso (1996); Segredos e Mentiras (1995); Nu (1993); Life is Sweet (1990); Grandes Ambições (1988).

Prémios do seus filmes

Os seus títulos online