Marco Bellocchio
  1. Marco Bellocchio

    Itália · 1939

    1 título :separador disponível 11 prémios
    recebidos
Biografia

Marco Bellocchio é um conhecido realizador e guionista italiano. Nascido na comuna italiana de Bobbio, na Emilia-Romagna, Bellocchio demonstrou desde cedo uma vocação para o cinema, sendo frequentador assíduo da sala de cinema local. Na escola dos Salesianos onde estudou, era considerado uma criança rebelde e foi com agrado que, em 1959 foi para Londres estudar Cinematografia. Aos 26 anos realiza o seu primeiro filme, I pugni in tasca (1965), que denuncia já aquelas que vão ser as principais linhas da sua obra, um olhar que se aproxima do pensamento de esquerda e uma visão crítica da sociedade. Este primeiro filme do autor tem a particularidade de ter sido financiado pela própria família e filmado na casa de família de Bellocchio. Os seus filmes seguintes La Cina è vicina (1967), e os documentários Il popolo calabrese ha rialzato la testa (1969) e Viva il primo maggio rosso e proletário (1969) prosseguem o tom inconformado e beligerante com que Bellocchio marca a sua obra. Ainda em 1969 realiza o episódio Discutiamo, discutiamo, parte de um filme colectivo que contava com nomes como Pier Paolo Pasolini, Bernardo Bertolucci, Carlo Lizzani e Jean-Luc Godard. Revisitou a sua infância nos salesianos com o seu filme Nel nome del padre (1972), no qual atuou Laura Betti. Em 1975, continuando na senda do retrato social, realiza um filme sobre as condições de vida nos manicómios Nessuno o tutti - Matti da slegare (1975). Em 1978 conhece o psiquiatra Massimo Fagioli, que colabora com ele em quatro dos seus filmes, O diabo no Corpo (1986), Sedução Diabólica (1988), A Condenação (1991) e Il sogno della farfalla (1994). Durante este período realiza, entre outras coisas, os filmes Gli occhi, la bocca (1982) com Ángela Molina e Enrico IV com Marcello Mastroianni. Em 2002 dirige Sergio Castellitto no filme L'ora di religione (2002) com o qual vence o primeiro Nastro d'Argento para melhor realizador. O filme conta a história da canonização de uma mãe que foi morta por suplicar a um dos seu filhos que deixe de blasfemar. No ano seguinte com o filme Bom dia, noite (2003), sobre o sequestro de Aldo Moro, ganhou o prémio especial do jurí no festival de Veneza. Em 2006 torna a trabalhar com Sergio Castellitto, no filme Il regista di matrimoni (2006) que participou na secção Un certain regard do festival de Cannes. Em 2009 realiza o filme Vencer (2009), no qual retrata a vida de Ida Dalser, amante de Mussolini e do seu filho Benito Albino. Para além da sua prolífica carreira de realizador, e em linha com o espírito que pautou a sua obra, Bellocchio teve também um grande ativismo político. Em 1971 assina um manifesto contra o polícia Luigi Calabresi, que considerava responsável de tortura e da morte do anarquista Giuseppe Pinelli que morrera ao cair de uma janela da esquadra enquanto era interrogado. Em 2006 foi candidato a deputado, nas eleições nacionais, pela aliança de centro-esquerda Rosa nel Pugno, abandonando assim o seu apoio tradicional ao partido comunista. Da sua Filmografia contam também os títulos La colpa e la pena (1961), Ginepro fatto uomo (1962), Matti da slegare (1975), Marcha Triunfal (1976), Il gabbiano (1977), Salto no Vazio (1980), Vacanze in Val Trebbia (1980), L'uomo dal fiore in bocca (1993), Sogni infranti (1995), Il principe di Homburg (1997), La balia (1999), Sorelle (2006), Sorelle Mai (2010), Bella addormentata (2012), Sangue del mio sangue (2015), Sonhos Cor-de-Rosa (2016), Pagliacci (2016).

Prémios do seus filmes

Os seus títulos online