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Biografia
Denís Abrámovich Káufman nasceu em 1896 em uma família judia em Bialystok, cidade que pertencia à Rússia czarista naquela época. Na juventude, ele russificou seu patronímico, tornando-o Arkadyvich. Estudou música no Conservatório Bialystok até que sua família, fugindo do avanço do exército alemão durante a Primeira Guerra Mundial, se mudou para Moscou em 1915. Pouco tempo depois, eles se estabeleceram em São Petersburgo, onde Kaufman iniciou uma carreira médica e começou escrever poesia, histórias satíricas e de ficção científica.Interessado em futurismo, ele adotou o pseudônimo de Dziga Vertov; "dziga", palavra ucraniana que significa roda que gira sem cessar e "vertov", do russo "vertet", que significa "rodar", "girar". Em 1918, após a revolução, ele foi recrutado pelo Comitê de Cinema de Moscou para trabalhar em Kino-Nedelia ("Cinema-semanal", um semanário soviético) em Moscou. Ele trabalhou na montagem de cine-jornais por três anos. Entre seus colegas estavam Lev Kuleshov, que conduzia seus famosos experimentos de montagem naqueles anos, e Eduard Tissé, futuro cinegrafista de Sergei Eisenstein.Em seus primeiros filmes, Vértov explorou as possibilidades de montagem, montando fragmentos de filmagens sem levar em conta sua continuidade formal, temporal ou lógica, procurando, sobretudo, um efeito poético que poderia impactar os espectadores.Em 1919, Vertov e outros jovens cineastas, incluindo sua futura esposa Elizaveta Svílova, criaram um grupo chamado Kinoki (Cine-Olho). Mais tarde, eles também se juntariam ao irmão de Vertov, Mikhail Kaufman. Entre 1922 e 1923, Vértov e Svílova publicaram vários manifestos em publicações de vanguarda, desenvolvendo sua teoria do Cine-Olho. Vertov e os outros membros do grupo rejeitam categoricamente todos os elementos do cinema convencional: desde a pré-escrita de um roteiro até o uso de atores profissionais, incluindo filmagens em estúdios, cenários, iluminação etc. Seu objetivo era capturar a "verdade" cinematográfica, reunindo fragmentos de eventos atuais de uma maneira que permitisse conhecer uma verdade mais profunda que não pode ser percebida pelo olho. Segundo o próprio Vertov, "fragmentos de energia real que, através da arte da montagem, se acumulam para formar um todo global", permitindo "ver e mostrar o mundo do ponto de vista da revolução proletária mundial".
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