Uma Mulher Não Chora
Uma Mulher Não Chora

Uma Mulher Não Chora

In the Fade

Áudio e legendas

Versão original com legendas

  • Áudio Alemão
  • Legendas Português
realização

Fatih Akin

Nacionalidades

Alemanha, França

Ano de produção

2017

Estreia no cinema

18-01-2018

Sobre o filme

Inesperadamente, a vida de Katja desmorona-se quando o marido Nuri e o filho Rocco morrem num atentado à bomba. Os amigos e familiares tentam apoiá-la em tudo o que conseguem e Katja consegue sobreviver ao funeral. Mas a busca pelos perpetradores e as razões que levaram ao atentado agravam o luto de Katja, abrindo feridas e dúvidas. Danilo, advogado e melhor amigo de Nuri, representa Katja no julgamento dos dois suspeitos: um casal neo-nazi. O julgamento leva Katja ao limite. Para ela não há outra alternativa senão fazer-se justiça.

Realização e elenco

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    portalcinema

    Intenso e Dramático! Um exemplo de um cinema inteligente sem cair em erros melodramáticos.

    8 8 8 meses atrás
  • Jorge Pereira

    de C7nema

    Numa banda-sonora trabalhada por Josh Homme da banda Queens of the Stone Age, é ao som de I Know Places de Lykke Li que o destino de Katja (Diane Kruger) é traçado, isto no desenlace de um filme que acompanha o processo de luto e luta pela justiça (ou castigo, ou vingança) por parte de uma mulher que vê o marido e o filho serem mortos num atentado terrorista em Hamburgo, em pleno bairro onde a maioria dos habitantes têm origem turca. Por mais filmes que faça, o germânico de ascendência turca Fatih Akin terá sempre de lidar com comparações a alguns trabalhos de elevada qualidade no início dos anos 2000, em especial de Head On - A Esposa Turca, que abriu uma trilogia (seguiu-se Do Outro Lado) e que serviu também como tábua autoral para um cineasta com qualidade demonstrada se agarrar após o desastre que representou The Cut. Mas esquecido que está esse ensaio falhado à maldade inerente à humanidade no pós genocídio arménio, e depois de um road-movie adolescente curioso em 2016 (Tschick), Akin regressa em força (mas não no seu melhor) com o processo de luto de uma mulher que não consegue encontrar espaço neste mundo após a perda da família. Fugindo da forma simplória à vítima ou heroína, mas antes seguindo a via do desamparo e da depressão repleta de humanidade, Kruger oferece a sua melhor interpretação no Cinema, balanceando e carregando o seu fardo e estado de espírito com uma negritude de quem foi levada para um lugar que não imaginava chegar e de alguém que viu despertar em si algo que deveria continuar dormente. A cena inicial, filmada em modo telemóvel, põe-nos logo no caminho do casal, com o casamento civil de Nuri e Katja numa prisão. Akin usa a sua gímnica habitual, variando os processos de filmar, os meios, e o estilo, consoante o que a cena em questão pede, mostrando uma diversidade estilística que acaba por se tornar uma assinatura descomprometida e descomplexada que acompanha o estado de espírito arrasado da nossa protagonista e tudo o tem de ultrapassar, seja após a tragédia (onde não faltam discussões familiares), seja em tribunal (onde o passado do marido volta a atormentar), seja no último terço, entre a vingança e redenção. O próprio realizador divide o filme em capítulos e admite que Katja é um alter-ego seu, uma alma

    8.0 8.0