The Wild Boys
The Wild Boys

The Wild Boys

Les Garçons Sauvages

Áudio e legendas

Versão original com legendas

realização

Bertrand Mandico

Nacionalidade

França

Ano de produção

2017

Sobre o filme

No início do século XX, cinco jovens de boa família, embriagados de liberdade, cometem um crime selvagem. Por este assassinato, são detidos num navio por um Capitão. Presos numa viagem que se transforma num cruzeiro repressivo, rebelam-se e chegam a uma ilha de vegetação exuberante e prazeres ocultos. A transformação pode começar... Com ecos do cinema de Fassbinder, Jarman e "O Senhor das Moscas", num filme original em que cinco rapazes são todos eles interpretados por actrizes. Uma experiência psicotrópica estranha, lúcida e fascinante. 
Estreado na Semana da Crítica do Festival de Veneza, foi eleito o melhor filme do ano pela prestigiada revista francesa Cahiers du Cinema. 

Realização e elenco

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Filme realizado por uma equipa de idiotas sado-masoquistas, desde o realizador até aos actores imberbes. Fazer do abjecionismo um valor estético é uma fraude que revela a incapacidade dos seus autores em todas as dimensões da narrativa cinematográfica. Algumas das cenas são apenas ridiculamente chocantes.

24 Outubro 2018 (Editado)
9.0

"LES GARÇONS SAUVAGES – O SURREALISMO QUEER “Les Garçons Sauvages” é apresentada como a primeira longa-metragem de Bertrand Mandico, que até agora se tinha ficado pelas curtas, médias e pequenos ensaios experimentais. A atmosfera bizarra e a sensação de estranheza provocada pelas suas obras não ficou de lado neste novo trabalho. O filme é uma adaptação do romance de William S. Burroughs publicado em 1971 “The Wild Boys: A Book of the Dead” no qual as ligações do autor com a crítica social, a magia e o ocultismo estão bem presentes. Estas características são diretamente transcritas, talvez até enfatizadas, na adaptação cinematográfica de Mandico. Perceciona-se uma viagem ao mesmo universo surrealista descrito no livro, assim como aos temas da androginia, do erotismo e do polimorfismo sexual, que, em conjunto com os cenários surrealistas, são a linguagem visual utilizada pelo realizador. Em 110 minutos de fantasia, o filme destaca-se ao nível sensorial. A sonoridade clássica joga em perfeita sintonia com a sequência de planos apresentados, e combina com a visualidade característica presente em toda a obra. É deslumbrante a forma como, visualmente, os planos a preto e branco – talvez uma mensagem de que todas as questões abordadas já vêm de um passado longínquo – contrastam com as raras cenas de cor fugaz que remetem para um mundo de sonho e devaneio, ajudando a esclarecer diferentes momentos e interpretações da obra. “Les Garçons Sauvages” é uma materialização surrealista do queer, esperança, mudança e, acima de tudo, da liberdade sexual."

Inês Oliveira de Cinema 7ª Arte