Hiroshima, Meu Amour
Hiroshima, Meu Amour

Hiroshima, Meu Amour

Hiroshima, Mon Amour

Áudio e legendas

Versão original com legendas em português

realização

Alain Resnais

Nacionalidades

França, Japão

Ano de produção

1959

Estreia no cinema

29-07-2008

Sobre o filme

Foi a longa metragem de estreia de Alain Resnais, depois de se ter dedicado durante 10 anos às curtas metragens documentais, onde já explorava conceitos presentes neste filme. "Hiroshima, Meu Amor", cujo argumento é da autoria da escritora Marguerite Duras, era para ter sido um documentário sobre a reconstrução de Hiroshima depois da destruição provocada pelo lançamento da primeira bomba atómica da história pelos Aliados na II Guerra Mundial. Não é de admirar, portanto, que tenha evoluído para um filme que é, antes de mais, uma evocação poética do tempo e da memória, para além de uma afirmação da necessidade de esquecer acontecimentos traumáticos para continuar a viver. É um simbólico caso amoroso entre Elle (Emmanuelle Riva), uma actriz francesa a fazer um filme anti-bélico em Hiroshima, e um arquitecto japonês (Eiji Okada), que serve o argumento. Apesar de serem casados e ambos terem consciência de que o romance está condenado, continuam a encontrar-se, unidos pela evocação de experiências, que estabelecem um contraste entre o passado e o presente. Marguerite Duras foi nomeada, em 1961, para o Óscar de melhor argumento original. Alain Resnais ganhou um prémio da Academia Britânica de Cinema, o prémio de melhor filme do Sindicato Francês de Críticos de Cinema e o de melhor filme estrangeiro do Círculo de Críticos de Cinema de Nova Iorque.

Realização e elenco

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10.0

"Imagens do passado e do presente assombram esses amantes: pessoas mutiladas física e moralmente, construções em ruínas, hospitais e museus, andanças pela cidade que já retoma seu curso após o trauma, o soldado alemão que foi o primeiro amor da atriz. Tudo num asfixiante preto e branco."

Sérgio Alpendre de Folha de São Paulo

9.0

"Here - for the first time since Eisenstein - we have a cinematic intelligence so quick, so subtle, so original, so at once passionate and sophisticated that it can be compared with Joyce, with Picasso, with Berg and Bartók and Stravinksy."

Dwight MacDonald de Esquire

9.0

"Resnais's highly stylized and personal film serves as a bridge to the past so some understanding of it can be reached, while because of its commercial success and its critical acclaim it also paved the way for modern filmmakers to make innovative non-linear films instead of the usual linear ones. "

Dennis Schwartz de Ozus' World Movie Reviews

8.0

"Although it presents, on occasion, a baffling repetition of words and ideas, much like vaguely recurring dreams, it, nevertheless, leaves the impression of a careful coalescence of art and craftsmanship."

A.H. Weiler de The New York Times