6,5

A Loucura de Almayer

· 122min.

Numa aldeia perdida algures no sudoeste asiático, um europeu agarra-se aos sonhos ilusórios por amor à filha. É uma procura pelo absoluto, uma história de paixão e loucura.
Indisponível no teu país

Sobre o filme

1950. Almayer é um comerciante europeu a viver na Malásia. Aí, casa com Zahira, uma mulher malaia de quem tem uma filha, de nome Nina. Decidido a dar o melhor à filha, Almayer aceita a proposta de Lingard, seu sogro, para que a criança seja levada para um colégio interno para ser educada como uma europeia. Os anos passam e, após a morte de Lingard, Nina  regressa para a casa do pai. Porém, apesar da sua grande beleza e educação, sente-se infeliz e totalmente desenquadrada, quer da sociedade europeia para a qual foi educada, quer da do seu próprio país ou família. E é então que acaba por se envolver com Daín, um delinquente da zona. Isso causa um enorme desgosto em Almayer que amava a filha até à loucura, e que nunca mais se recompõe. Realizado por Chantal Akerman, um drama livremente inspirado no primeiro conto de Joseph Conrad. "A Loucura de Almayer", escrito em 1895. Apresentado no Festival de Veneza em 2011.

Realização e elenco

Realização:
Chantal Akerman

Prémios e nomeações

Áudio e legendas

Versão original com legendas em português
Áudio Alemão

Mais informação

Título original:
La Folie Almayer
Género:
Drama
Nacionalidades:
Bélgica, França

Sem avaliações

10

"Akerman’s formal control is, as always, astounding: Long takes abound, and the sound design, with its symphonic mix of chirping creatures, ambient buzzing and otherworldly music cues, is so immersive that you can almost feel the oppressive humidity of the occidental setting."

Keith Uhlich de Time Out

9

"La Folie Almayer aborda antes que nada esta cuestión relativa a la etnia y a la integración a su pueblo en una lucha inconsciente contra el desarraigo forzado. Para armonizarse con la lentitud y el tono solemne y casi teatral de su película, Chantal Akerman necesitaba una fotografía liberada de la frialdad de la imagen HD y opta por un rodaje en Super 16. La emulsión de la bobina añade la belleza sucia y sudorosa que necesitaba la película para hacer del lugar (esta selva, este río, este hoyo en el cual Almayer espera a la muerte) un personaje separado y determinante en esta historia de amor, de espera y de muerte en el alma."

Domenico La Porta de Cineuropa

8

"It seems no accident that Almayer's torpor, once a heartache, spreads like tendrils throughout the film."

Nicolas Rapold de NY Times