A viagem de um soldado português pela primeira guerra, em Moçambique, é uma confrontação reflexiva da assimilação da propaganda imperialista que varia com a representação de colonizador e colonizado. Troca com frequência os papéis de dominador e dominado e alterna a crueza e o horror com a humanidade e a beleza. A fotografia é realista e simultaneamente repleta de alegorias e metáforas, sempre muito chegada ao Zacarias, protagonista. No Mosquito, a narrativa foge a uma ideia de linearidade temporal e mostra-nos várias faces e possibilidades de uma mesma viagem, sempre pontuada por uma edição de som e banda sonora brilhantes.